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Bilhete entregue por criança em hospital leva ao resgate de mulher após tentativa de suicídio em Paranaíba

Uma criança que buscou atendimento na Santa Casa de Paranaíba, no início da tarde desta terça-feira (7), apresentou um bilhete com pedido urgente de socorro para a própria mãe, desencadeando uma operação de resgate que evitou consequências mais graves. O documento continha o endereço de uma residência no bairro Daniel I e solicitava ajuda imediata, o que levou a Polícia Militar a se deslocar até o local indicado.

Acionada pelo Centro de Operações da corporação (Copom), a guarnição da Polícia Militar chegou ao endereço pouco depois do chamado. Os agentes encontraram uma mulher de 37 anos deitada no chão, apresentando fala desconexa e sinais de intoxicação. Parentes que estavam na casa relataram que ela havia ingerido comprimidos de uso controlado, entre eles Depakene e clonazepam, além de bebida alcoólica, circunstância que caracterizou uma tentativa de suicídio.

Diante do quadro clínico da mulher, os policiais solicitaram o apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul. A equipe de resgate realizou os primeiros procedimentos de estabilização ainda no imóvel, verificando sinais vitais e administrando os cuidados preliminares para reduzir riscos imediatos. Em seguida, a vítima foi colocada em uma maca e transferida até a viatura de resgate para transporte ao hospital.

No deslocamento até a Santa Casa, os bombeiros monitoraram constantemente os parâmetros de pressão arterial, frequência cardíaca e nível de consciência da paciente. A chegada ao pronto-socorro permitiu a continuidade do atendimento clínico, com prioridade para avaliação toxicológica e possível lavagem gástrica, conforme protocolos adotados em casos de ingestão de substâncias potencialmente letais. O hospital manteve a mulher em observação, realizando exames laboratoriais para mensurar a dosagem dos medicamentos ingeridos e a eventual interação com o álcool.

As informações preliminares colhidas pelos militares indicam que a ingestão dos remédios ocorreu em curto intervalo de tempo, aumentando o risco de depressão do sistema nervoso central. Familiares também relataram que a vítima faz uso contínuo de medicação controlada, o que pode ter potencializado os efeitos registrados. Nenhum frasco vazio foi removido do local, mas os rótulos encontrados confirmaram a presença dos fármacos mencionados.

Enquanto o atendimento médico prosseguia, a Polícia Militar formalizou o boletim de ocorrência. O caso foi registrado como tentativa de suicídio e encaminhado à Polícia Civil de Paranaíba, responsável pela sequência das providências legais. O inquérito deverá ouvir testemunhas, requisitar laudos médicos e, se necessário, solicitar perícia no local onde ocorreu a ingestão dos comprimidos.

A atuação articulada entre as forças de segurança e emergência foi fundamental para o resultado obtido. A participação da criança, que procurou ajuda fora de casa e entregou o bilhete às equipes da Santa Casa, permitiu que os órgãos competentes fossem mobilizados em tempo hábil. Segundo os profissionais envolvidos, a rápida comunicação reduziu significativamente o intervalo entre o ato de ingestão dos medicamentos e o início do socorro especializado, fator decisivo para a preservação da vida da mulher.

O hospital não divulgou boletim médico detalhado, mas confirmou que a paciente segue internada sob observação, com acompanhamento multiprofissional voltado à estabilização clínica e suporte psicológico. Caso o quadro evolua de forma satisfatória, a alta hospitalar dependerá da liberação da equipe assistencial e das orientações da rede de saúde mental do município.

A Polícia Civil prosseguirá com a investigação para apurar as circunstâncias do episódio e avaliar eventuais situações de risco para outros moradores da residência. O Conselho Tutelar também foi comunicado sobre o envolvimento da criança, permitindo que ações de proteção e acompanhamento psicossocial sejam eventualmente adotadas. Até o momento, não há registro de violência doméstica ou outro fator externo relacionado ao ocorrido.

Com a conclusão do atendimento inicial e o registro oficial, o caso permanece sob responsabilidade das autoridades competentes, que irão monitorar o desdobramento clínico da paciente e as medidas legais cabíveis. A mobilização rápida, iniciada por um bilhete entregue pela criança, ressaltou a importância da comunicação imediata em situações de emergência e evidenciou a integração entre os serviços públicos de saúde, segurança e assistência social em Paranaíba.

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