A queda das temperaturas em Mato Grosso do Sul levou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) a emitir um comunicado preventivo sobre o crescimento de casos de vírus respiratórios entre crianças. O órgão destaca que bebês e crianças pequenas formam o grupo mais suscetível, pois ainda não têm o sistema imunológico completamente desenvolvido.
De acordo com a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, a temporada de frio costuma coincidir com maior circulação de patógenos que comprometem o trato respiratório. O cenário exige atenção redobrada de pais e responsáveis para evitar tanto o contágio quanto o agravamento de quadros clínicos.
A principal orientação da secretaria é incorporar rotinas de prevenção no dia a dia familiar. Entre as recomendações estão evitar aglomerações, manter a carteira de vacinação em dia e reforçar hábitos de higiene, como lavagem frequente das mãos com água e sabão ou uso de álcool 70% quando não houver acesso a pias. Tais práticas reduzem a probabilidade de contato das crianças com microrganismos potencialmente perigosos.
Ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como shoppings, cinemas e áreas de lazer lotadas, são apontados pela SES como locais que favorecem a transmissão de vírus. A secretaria sugere limitar a presença dos pequenos nesses espaços durante o período de maior incidência das doenças respiratórias.
Outra medida considerada fundamental é não encaminhar à escola ou creche crianças que apresentem sintomas como tosse, coriza, febre ou dor de garganta. Além da necessidade de repouso e da hidratação adequada, ao permanecer em casa elas deixam de expor colegas, professores e demais funcionários ao risco de contágio.
No ambiente domiciliar, os cuidados também devem ser mantidos. Caso algum integrante da família apresente sinais gripais, o uso de máscara antes de qualquer contato com a criança é indicado, assim como a higienização constante das mãos. A SES reforça ainda a importância de manter os cômodos ventilados, abrindo janelas sempre que possível, e promover a limpeza regular de superfícies de uso comum.
A vacinação segue como a principal barreira contra complicações decorrentes de vírus respiratórios. O calendário oficial recomenda que todas as pessoas se mantenham imunizadas, com atenção especial às crianças de seis meses a cinco anos, público que deve receber anualmente a vacina contra a gripe. A atualização das doses garante proteção individual e contribui para reduzir a circulação viral na comunidade.
Hábitos saudáveis também ajudam a fortalecer o sistema imunológico infantil. O aleitamento materno nos primeiros meses de vida fornece anticorpos essenciais para a defesa do organismo. Já uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e fontes adequadas de proteína, favorece o desenvolvimento pleno e a capacidade de resposta a infecções.
A higienização nasal com soro fisiológico é apontada como método simples que alivia congestão, facilita a respiração e diminui o risco de complicações. Além disso, a exposição à fumaça de cigarro deve ser evitada, pois irrita as vias aéreas e pode agravar quadros de bronquite, asma e outras doenças respiratórias.
A SES orienta pais e responsáveis a observarem sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação médica. Chiado no peito, febre persistente por mais de 48 horas, tosse intensa, dificuldade para respirar e recusa alimentar são alguns dos sintomas que exigem atenção. Em situações leves, a procura por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) é suficiente. Já em casos de piora rápida ou de sinais graves, a recomendação é buscar assistência imediata em prontos-socorros ou hospitais.
O órgão estadual reforça que, embora o frio aumente a circulação de vírus, a adoção de medidas preventivas dentro e fora de casa reduz significativamente o número de infecções. Com vacinação, higiene adequada, ambientes ventilados e hábitos saudáveis, é possível proteger as crianças e atravessar o inverno com menores riscos para a saúde respiratória.
A Secretaria de Saúde continuará monitorando os indicadores epidemiológicos ao longo dos meses mais frios e divulgará novas orientações caso seja necessário. Enquanto isso, o êxito na contenção da transmissão depende da colaboração de toda a comunidade, que pode agir de forma simples para manter as crianças seguras.








