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PL confirma Reinaldo Azambuja para o Senado e deixa segunda vaga em aberto à espera de pesquisa em MS

Campo Grande – O senador Flávio Bolsonaro anunciou, durante visita à Expogrande 2026 nesta quinta-feira (9), que o Partido Liberal (PL) já consolidou o ex-governador Reinaldo Azambuja como um dos candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul. A segunda vaga permanecerá indefinida até que a legenda realize uma nova pesquisa interna para medir o desempenho dos demais interessados.

O posicionamento do parlamentar busca dar clareza ao processo de formação da chapa no Estado, onde o partido enfrenta disputas internas por espaço. Segundo Flávio, o critério estabelecido anteriormente foi mantido: a escolha final dependerá de quem apresentar melhor posicionamento nos levantamentos de intenção de voto que serão encomendados pelo diretório estadual.

Acordo prévio permanece

Ao lado de lideranças regionais, o senador reforçou que o PL seguirá apoiando a tentativa de reeleição do governador Eduardo Riedel (PSDB). Nesse arranjo, Azambuja, que governou o Estado de 2015 a 2022, já está confirmado na primeira das duas vagas ao Senado reservadas à coligação capitaneada pelos liberais.

Flávio Bolsonaro pontuou que o entendimento sobre o nome de Azambuja foi firmado em rodadas anteriores de negociação e já é de conhecimento de todas as correntes do partido. Dessa forma, restaria apenas definir quem ocupará o espaço restante, condição que dependerá exclusivamente do desempenho nas próximas sondagens internas.

Disputa pela segunda indicação

No momento, dois postulantes despontam como principais concorrentes: o ex-deputado estadual Renan Contar, conhecido como Capitão Contar, e o deputado federal Marcos Pollon. Ambos articulam apoios entre dirigentes municipais e dirigentes nacionais para fortalecer suas pré-candidaturas.

Questionado sobre eventual carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro que sinalizaria preferência por Pollon, Flávio minimizou o episódio. De acordo com ele, o documento teria sido redigido sem levar em conta o acordo que coloca a pesquisa como método definitivo de escolha. “Os pré-candidatos já foram informados de que a decisão será tomada apenas após nova rodada de análise de dados”, afirmou.

Medições definirão o nome

Conforme o senador, o levantamento encomendado pelo PL deve avaliar cenário estimulado e espontâneo, além de rejeição e potencial de crescimento dos pré-candidatos. A intenção é medir o fôlego eleitoral de cada um em diferentes regiões do Estado antes de homologar a chapa completa, o que tende a ocorrer apenas no período próximo às convenções partidárias de 2026.

Flávio ressaltou que o uso de pesquisas quantitativas para dirimir disputas internas já foi adotado em outras unidades da federação e representa um método que garante objetividade e previsibilidade para os filiados.

Conciliação interna

Apesar da confirmação de Azambuja, o clima no diretório sul-mato-grossense ainda exige ajustes. Lideranças locais disputam cargos proporcionais e espaço de palanque, o que influencia diretamente nas negociações para o Senado. Ao assumir posição pública sobre o critério de escolha, Flávio busca conter especulações e evitar novo foco de tensão entre correligionários.

Pessoas próximas ao ex-governador avaliam que sua presença na chapa consolida ponte entre figuras do PSDB estadual e o PL, reforçando a aliança com Riedel. Já interlocutores ligados a Contar e Pollon enxergam na pesquisa a oportunidade de validar suas pretensões sem que o diretório nacional precise interferir diretamente.

Projeção nacional

Durante a passagem pela Expogrande, o senador também comentou, de forma breve, a composição para a eleição presidencial de 2026. Ele citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, como um nome “valorizado” no campo político que se alinha ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, deixou claro que a definição de uma eventual candidatura a vice-presidência permanece distante e dependerá de conversas futuras.

Flávio afirmou que a discussão sobre formação da chapa majoritária nacional ainda está em estágio inicial, reiterando que o PL dará prioridade à consolidação de palanques estaduais antes de avançar em debates sobre alianças federais.

Calendário e próximos passos

Com o cronograma eleitoral oficialmente iniciado apenas em 2026, o PL pretende usar os meses que antecedem o período de convenções para intensificar pesquisas, avaliar cenários regionais e ajustar possíveis coalizões. A expectativa de dirigentes é anunciar o segundo nome ao Senado somente após a conclusão das sondagens e a partir de consenso interno baseado nos números.

Enquanto isso, Reinaldo Azambuja já começa a reorganizar sua base de sustentação política e a percorrer o Estado em agendas voltadas à interlocução com sindicatos, prefeitos e lideranças rurais, setores nos quais acumulou respaldo durante seus dois mandatos no Executivo estadual.

A manutenção do acordo com Eduardo Riedel também seguirá em observação. O grupo de aliados avalia que a recondução do governador fortalece o palanque bolsonarista e amplia a capilaridade do PL no Centro-Oeste, estratégia considerada prioritária para 2026.

Assim, a visita de Flávio Bolsonaro à Expogrande acabou por confirmar um dos nomes na disputa ao Senado, estabelecer o método para escolha da segunda vaga e reiterar o alinhamento do partido ao projeto de reeleição de Riedel. O processo, porém, permanece aberto e condicionado aos resultados de pesquisas que medir ão o desempenho dos pré-candidatos nos próximos meses.

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