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Mulher é presa por maus-tratos a criança e posse de 5,2 kg de maconha em Ponta Porã

Uma operação da Primeira Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul, resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 29 anos, identificada pelas iniciais H.F.J., por suspeita de maus-tratos contra o próprio filho de cinco anos e armazenamento de entorpecentes na residência. A ação ocorreu no início da tarde desta segunda-feira, 10, após denúncia anônima que apontava possível situação de agressão ou negligência no interior de um imóvel no bairro Planalto.

Conforme o relato policial, a equipe se deslocou imediatamente para o endereço informado. Já do lado de fora do terreno, os investigadores detectaram forte odor desagradável vindo da casa. Quando tocaram a campainha, foram atendidos pela moradora. Ao abrir o portão, H.F.J. revelou um quintal repleto de latas de cerveja espalhadas, indício de falta de higiene e organização.

Informada sobre o teor da denúncia, a suspeita autorizou a entrada da guarnição. No interior do imóvel, os agentes encontraram o menino de cinco anos em meio a condições consideradas insalubres: grande volume de lixo acumulado, restos de comida e sujeira distribuídos por vários cômodos, tornando o espaço impróprio para moradia. Diante desse cenário, a equipe passou a vistoriar todos os ambientes.

Durante a inspeção, os policiais localizaram um saco plástico branco contendo aproximadamente 5,2 quilos de substância análoga à maconha, fracionada em porções típicas de venda no varejo. Também foram apreendidas duas máquinas de embalar a vácuo, uma balança de precisão, diversas embalagens vazias destinadas ao acondicionamento de drogas e um aparelho celular. O material estava guardado em local de fácil acesso, dentro da casa.

Questionada sobre a origem e a finalidade dos entorpecentes, H.F.J. declarou, inicialmente, que seriam para consumo próprio. Entretanto, os agentes consideraram a justificativa incompatível com a quantidade encontrada, a presença de equipamentos de fracionamento e de pesagem, além do método de armazenagem usado para facilitar a distribuição. Diante das evidências, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de maus-tratos a menor de idade, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, e tráfico de drogas, conforme a legislação específica.

A criança foi imediatamente retirada do local e entregue ao Conselho Tutelar de Ponta Porã, acionado para garantir a proteção e assistência necessárias. O órgão deverá adotar medidas provisórias, como avaliação das condições de segurança, encaminhamento médico se houver necessidade e eventual requisição de abrigo institucional, até definição judicial sobre guarda ou retorno à família extensa.

Após a prisão, H.F.J. foi conduzida à sede da Primeira Delegacia de Polícia Civil, onde passou por registro de ocorrência e permanecia à disposição da Justiça até a conclusão dos procedimentos. A droga, os equipamentos de embalagem, a balança e o celular foram catalogados e encaminhados para perícia, a fim de comprovar a natureza da substância e reunir provas complementares para o inquérito.

Segundo a Polícia Civil, a ação foi motivada exclusivamente pela denúncia recebida via canal telefônico de plantão. O órgão reforçou a importância da participação da comunidade no envio de informações que permitam identificar situações de risco a menores ou atividades ilícitas. O número para denúncias anônimas segue disponível 24 horas, garantindo sigilo absoluto aos comunicantes.

Os investigadores ressaltaram que o bairro Planalto já havia sido citado em outras ocorrências envolvendo drogas, por estar localizado em área próxima à linha de fronteira com o Paraguai, corredor com histórico de circulação de entorpecentes. A apreensão dos 5,2 quilos de maconha se soma a outras ações recentes que buscam coibir o tráfico doméstico e proteger crianças expostas a ambientes degradantes.

Até a conclusão desta reportagem, não havia informações sobre eventual advogado constituído pela suspeita ou pedidos de liberdade provisória. A Polícia Civil continuará apurando a possível participação de terceiros na origem da droga e a frequência de movimentação no imóvel, hipótese que pode indicar rede de distribuição local.

O caso seguirá sob investigação da Delegacia de Ponta Porã, em consonância com o Ministério Público e o Judiciário, responsáveis por avaliar as circunstâncias dos maus-tratos e do tráfico, bem como a situação de guarda e proteção da criança envolvida.

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