Um curto-circuito na rede elétrica desencadeou um princípio de incêndio no Bloco 6 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (15). A ocorrência mobilizou a brigada interna da instituição e o Corpo de Bombeiros, obrigando a evacuação imediata do prédio no momento de maior fluxo de estudantes.
De acordo com informações da universidade e da corporação militar, as chamas começaram por volta das 16h50, horário em que muitos acadêmicos já se preparavam para deixar o campus. O fogo atingiu a fiação ligada ao sistema de climatização, causando forte emissão de fumaça que rapidamente se espalhou pelos corredores e salas de aula.
Imagens registradas por alunos mostram colunas densas de fumaça saindo pelas janelas, principalmente na área externa onde estão instalados os aparelhos de ar-condicionado. O volume de pessoas no local, devido ao fim do período vespertino de aulas, aumentou a necessidade de retirada rápida de estudantes, professores e funcionários.
A brigada de incêndio da UFMS foi a primeira a atuar. Munidos de extintores e equipamentos de proteção, os servidores conseguiram conter as chamas iniciais antes da chegada dos bombeiros. Segundo o tenente Ícaro Mattedi Tomazini, responsável pelo atendimento, a ação interna foi decisiva para impedir que o fogo se propagasse para outros pavimentos.
“A princípio, o sinistro comprometeu apenas a rede elétrica que alimenta o ar-condicionado”, relatou o oficial. Ele acrescentou que, apesar do controle rápido, uma vistoria técnica será realizada para avaliar eventuais danos estruturais e confirmar a segurança do prédio antes da liberação para uso.
Testemunhas relataram momentos de tensão durante a evacuação. Um dos estudantes contou que o alarme de emergência soou logo após o início da fumaça, levando seguranças a orientar a saída imediata. Segundo ele, “todo mundo deixou a sala correndo” em direção aos pontos de encontro externos definidos no Plano de Contingência da universidade.
Outra acadêmica descreveu o episódio como “desesperador”, informando que a visibilidade nos corredores ficou prejudicada em poucos minutos. Ainda de acordo com estudantes, algumas pessoas tossiram por causa da inalação de fumaça, mas não houve registro oficial de feridos nem de necessidade de atendimento médico mais complexo.
O Bloco 6, também identificado como Multiuso 2, já vinha sendo alvo de reclamações de alunos por problemas de infraestrutura. Em períodos de chuva, são frequentes relatos de infiltrações e acúmulo de água em determinados trechos dos corredores. Embora esses pontos estejam sob investigação da administração, não há indicação de relação direta entre as infiltrações e o curto-circuito que ocasionou o incêndio desta quarta-feira.
Em nota divulgada à comunidade acadêmica, a UFMS informou que o incidente foi “controlado de acordo com o Plano de Contingência”, reforçando que todas as providências de segurança foram adotadas. A instituição reiterou que aguarda a conclusão da vistoria do Corpo de Bombeiros para decidir sobre a retomada das atividades no edifício.
Os bombeiros, após extinguir completamente o foco e realizar o resfriamento da área afetada, fizeram o isolamento preventivo do setor onde ocorreu o defeito elétrico. A equipe deve retornar ao campus para inspeção minuciosa dos quadros de distribuição, cabos e sistemas de climatização, a fim de identificar a causa exata do curto-circuito e recomendar eventuais reparos.
Enquanto o laudo técnico não é finalizado, salas de aula e laboratórios instalados no Bloco 6 permanecem interditados. A UFMS orientou professores e estudantes a acompanharem comunicados oficiais sobre eventuais mudanças em cronogramas de aulas ou realocação de turmas para outros prédios.
O Corpo de Bombeiros reforçou que, apesar do susto, o cumprimento das normas de evacuação e a pronta resposta da brigada interna contribuíram para evitar consequências mais graves. A corporação também destacou a importância de manter extintores revisados, sinalização de rotas de fuga e treinamento contínuo dos ocupantes para situações de emergência.
Mesmo sem feridos ou perda significativa de patrimônio, o incidente reacende debates sobre manutenção periódica das instalações elétricas em edificações públicas. Autoridades universitárias afirmaram que irão analisar a necessidade de modernização dos sistemas de climatização e de reforço da infraestrutura elétrica para prevenir ocorrências semelhantes.
Até a emissão desta reportagem, não havia previsão oficial para a liberação completa do Bloco 6. Novas atualizações devem ser divulgadas pela administração da UFMS após a conclusão da perícia e a implementação das recomendações de segurança.









