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Incêndio persiste no Pantanal do Nabileque e mobiliza bombeiros, trabalhadores rurais e voluntários

O Corpo de Bombeiros Militar mantém, pelo terceiro dia consecutivo, a operação de combate a um incêndio em vegetação que atinge a região da Curva do Leque, no Pantanal do Nabileque, área rural de Corumbá, Mato Grosso do Sul. As chamas foram identificadas na quinta-feira (23) e, desde então, equipes atuam de forma ininterrupta para tentar controlar diversos focos que permanecem ativos.

De acordo com o 3º Grupamento de Bombeiros Militar, o fogo se espalhou por diferentes pontos do terreno, exigindo trabalho permanente para evitar a retomada das labaredas em trechos já atingidos. O cenário disseminado de focos dificulta o avanço rápido do controle e impõe a necessidade de monitoramento constante, inclusive durante a noite.

Três equipes especializadas do Corpo de Bombeiros foram destacadas para a área. O efetivo opera em conjunto com trabalhadores rurais da região, que conhecem a dinâmica local, e com voluntários que se dispuseram a reforçar as frentes de serviço. A integração entre profissionais e civis busca ampliar a força-tarefa, possibilitando maior cobertura do terreno e agilizando a contenção de novos pontos de ignição.

Para enfrentar as chamas, foram mobilizados tratores e equipamentos manuais. Dois tratores estão adaptados com tanques-pipa, utilizados para o transporte de água até os locais de difícil acesso, onde não há fontes hídricas próximas. As viaturas transportam ainda bombas costais, enxadas, sopradores e ferramentas de corte. Esses instrumentos são essenciais para abrir aceiros — faixas de solo livre de material combustível — que funcionam como barreiras e impedem o avanço do fogo sobre áreas ainda intactas.

O trabalho em campo combina combate direto às labaredas com estratégias de contenção preventiva. Enquanto parte do efetivo lança água e abafa as chamas mais ativas, outra fração se dedica a ampliar e reforçar aceiros ao redor dos núcleos de incêndio. Esse método cria um perímetro de segurança que reduz a propagação do fogo e protege pontos considerados prioritários, como pastagens, cercas e instalações rurais.

Segundo os bombeiros, a prioridade imediata é eliminar completamente todos os focos visíveis. Paralelamente, as equipes realizam patrulhas para identificar brasas ou troncos em combustão lenta que possam reacender. A existência de múltiplos pontos de calor obriga a redistribuição frequente do efetivo, que se desloca conforme a intensidade e a direção do vento alteram o comportamento das chamas.

O comando da operação afirma que, apesar do esforço contínuo, ainda não há previsão para a finalização dos trabalhos. A extensão do terreno afetado e o número de focos ativos exigem vigilância constante, inclusive após a extinção aparente das chamas, para impedir que a vegetação seca volte a pegar fogo.

Além das ações diretas, foi estabelecido um sistema de comunicação permanente entre as equipes no terreno e a base do 3º Grupamento de Bombeiros Militar. O objetivo é ajustar rapidamente os recursos conforme a evolução do incêndio e garantir suprimento regular de água, combustível e equipamentos. A participação de moradores e proprietários rurais contribui na indicação de acessos alternativos, rotas de escape e pontos de captação de água, otimizando o deslocamento dos veículos de grande porte.

O Corpo de Bombeiros reforça que, em caso de observação de fumaça ou foco de incêndio em vegetação, a população deve ligar imediatamente para o telefone 193. O acionamento rápido permite que as equipes cheguem ao local nos estágios iniciais da queimada, aumentando as chances de controle antes que as chamas se espalhem.

Embora as causas do incêndio na Curva do Leque não tenham sido detalhadas, o 3º Grupamento de Bombeiros Militar afirma que a investigação sobre a origem dos focos será conduzida após a completa extinção do fogo. Enquanto isso, o trabalho de campo prossegue com a meta de proteger o Pantanal do Nabileque, sua vegetação e as propriedades rurais vizinhas.

Em nota, a corporação reforçou que toda a capacidade operacional disponível na região permanece mobilizada até que o último foco seja eliminado e o risco de novas ignições esteja sob controle.