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Suspeito procurado morre em intervenção da Polícia Militar no bairro Orestinho, em Três Lagoas

Fabrício Julieber de Almeida Silva, conhecido pelo apelido FB, morreu durante uma intervenção da Polícia Militar no bairro Orestinho, em Três Lagoas, município do leste de Mato Grosso do Sul. A operação ocorreu quando equipes policiais tentavam cumprir um mandado de prisão em aberto contra ele, segundo informações registradas em boletim de ocorrência.

De acordo com documentos oficiais, havia contra Fabrício um mandado de regressão cautelar expedido pela 2ª Vara de Execução Penal do Interior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O despacho determinava o retorno imediato do sentenciado ao regime fechado após a constatação de evasão do regime semiaberto. Diante da ordem judicial, a Polícia Militar foi acionada para localizar e prender o suspeito.

No momento da abordagem no Orestinho, policiais relataram que o homem teria reagido, circunstância que resultou no disparo de arma de fogo e, consequentemente, em seu óbito. O boletim não detalha a sequência exata dos fatos nem esclarece se alguma arma foi apreendida no local. As circunstâncias do confronto serão apuradas em inquérito instaurado pelas autoridades competentes, procedimento padrão em ocorrências com morte durante ações de segurança pública.

Fabrício já aparecia em registros anteriores da polícia. Em boletim datado de operação realizada por equipes do 2º Batalhão de Polícia Militar, ele foi mencionado em investigação que apurava o suposto sequestro de um homem identificado como Neguinho. Conforme o relato daquele caso, a vítima teria sido colocada no porta-malas de um veículo Chevrolet Chevette de cor verde e transportada até uma residência no bairro Paranapungá, onde ocorreria um chamado “tribunal do crime”. A assembleia ilícita, segundo o histórico policial, seria organizada por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ação desencadeada à época, os militares cercaram o imóvel indicado e abordaram diversos suspeitos. Ainda de acordo com o boletim, um dos presentes teria dispensado no chão um simulacro de pistola ao perceber a chegada da polícia, enquanto outros tentaram fugir pulando muros das casas vizinhas. Durante as buscas, foram apreendidos entorpecentes e recuperada uma bicicleta que apresentava registro de furto. A vítima foi resgatada, e o nome de Fabrício foi citado como um dos responsáveis pela condução de Neguinho até o local do suposto julgamento criminoso. Nenhum detalhe adicional sobre eventual denúncia ou julgamento desse episódio foi divulgado.

Com base nesses antecedentes e na existência do mandado de prisão, a Polícia Militar realizou diligências que culminaram na localização de Fabrício no Orestinho. O bairro, situado na região norte de Três Lagoas, recebeu reforço de patrulhamento naquela data. Segundo a corporação, a tentativa de captura foi comunicada previamente ao Centro de Operações, seguindo protocolo para cumprimentos de mandados de alto risco.

O óbito durante o confronto instaurou procedimento interno para apurar a conduta dos policiais envolvidos. Também será instaurado inquérito pela Polícia Civil para investigar a dinâmica dos fatos, conforme determina a legislação estadual em ocorrências com letalidade decorrente de intervenção policial. Até o momento, não foram divulgados laudos periciais, testemunhos colhidos nem eventuais imagens da operação.

A morte de Fabrício Julieber de Almeida Silva soma-se a outras ocorrências recentes envolvendo pessoas procuradas pela Justiça na região de Três Lagoas. Dados oficiais sobre números de mandados cumpridos, prisões tomadas ou mortes registradas em operações não foram disponibilizados no contexto deste caso. A Secretaria de Segurança Pública estadual informou que qualquer conclusão dependerá dos laudos periciais e do avanço das investigações.

Familiares do suspeito ainda não se manifestaram publicamente. Não há registro de outras pessoas feridas durante a ação. Permanecem pendentes informações sobre eventuais apreensões de armas de fogo, munições ou objetos ilícitos no local do confronto.

As autoridades reforçam que denúncias anônimas podem ser encaminhadas pelos canais oficiais para auxiliar no cumprimento de mandados de prisão e no esclarecimento de crimes em investigação. Enquanto isso, o inquérito que apura a intervenção no Orestinho seguirá sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, que deverá encaminhar o resultado à Promotoria de Justiça e ao Poder Judiciário.