Paranaíba (MS) – Investigadores do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil cumpriram, na tarde desta terça-feira, 19, um mandado de prisão contra um homem de 36 anos que responde por tráfico de drogas e roubo. A ordem partiu do Poder Judiciário após determinação de regressão cautelar de regime, medida que obrigou o detento a deixar o regime mais brando e retornar ao fechado.
De acordo com informações constantes no mandado, restam pouco mais de quatro anos de pena a ser cumpridos. O homem, que já havia progredido de regime, perdeu o benefício depois de análise judicial que concluiu pela necessidade de endurecimento da execução penal. A regressão de regime é prevista na legislação brasileira sempre que o apenado descumpre condições impostas ou quando surgem novos elementos que recomendem maior rigor no cumprimento da pena.
A localização do foragido ocorreu depois de diligências conduzidas pela equipe do SIG. Os policiais mapearam rotas, levantaram endereços frequentados pelo condenado e, com base nessas informações, montaram a operação que resultou na prisão. A abordagem foi realizada sem registro de resistência. Após a detenção, os agentes formalizaram o procedimento, lavraram relatório circunstanciado e comunicaram imediatamente o juiz responsável pela execução penal.
Em cumprimento às rotinas legais, o custodiado foi encaminhado a uma unidade prisional de Paranaíba, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que todas as providências exigidas pelo sistema prisional foram adotadas, incluindo exame de corpo de delito, conferência documental e cadastro do preso no sistema informatizado de gestão carcerária.
Conforme esclareceu a corporação, a ação integra as atividades permanentes destinadas à execução de mandados judiciais pendentes. Essas operações têm o objetivo de reduzir o número de ordens de prisão em aberto e, ao mesmo tempo, reforçar a sensação de segurança na cidade e em municípios vizinhos. Ainda segundo a polícia, o cumprimento de decisões judiciais é prioridade estratégica, uma vez que impede a reincidência de condenados que descumprem regras impostas pelo Judiciário.
O SIG atua de forma contínua no monitoramento de pessoas com pendências judiciais, valendo-se de banco de dados atualizado, troca de informações com outras forças de segurança e acompanhamento de processos. Essa integração, de acordo com a Polícia Civil, aumenta a rapidez na localização de foragidos, principalmente em casos em que o condenado já possui histórico criminal robusto, como tráfico de entorpecentes e crimes patrimoniais.
Autoridades policiais reforçaram que a cooperação com o Poder Judiciário é fundamental para a efetividade das ações. Sempre que há emissão de novo mandado, as equipes são acionadas para verificar endereços, conversar com familiares e, quando necessário, solicitar apoio de outras unidades especializadas. O trabalho é sigiloso até a execução da ordem, a fim de evitar fuga ou qualquer tentativa de obstrução.
Em nota, a Polícia Civil ressaltou que operações dessa natureza continuarão ocorrendo de forma sistemática em Paranaíba e região. O objetivo, segundo a instituição, é garantir que condenados cumpram integralmente as penas impostas e coibir delitos que possam ser cometidos por indivíduos que, mesmo sentenciados, permanecem em liberdade irregular. A corporação também solicitou à população que colabore repassando informações sobre pessoas procuradas, lembrando que denúncias podem ser feitas de maneira anônima.
Até o fechamento desta apuração, não havia registro de incidentes durante o transporte do preso nem detalhes adicionais sobre possíveis violações que motivaram a regressão de regime. O processo seguirá tramitando na Vara de Execução Penal competente, que decidirá sobre futuros benefícios ou permanência no regime fechado conforme avaliação de comportamento e cumprimento das normas internas do sistema prisional.








