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Bebê de um mês se recupera após manobra de desengasgo realizada por policiais do Batalhão de Choque em Aparecida do Taboado

Um recém-nascido de apenas 30 dias voltou a respirar depois de receber manobras de desengasgo aplicadas por policiais militares do Batalhão de Choque/ROTAC na manhã de quarta-feira, 20 de maio, em Aparecida do Taboado, município no leste de Mato Grosso do Sul. A família chegou ao quartel por volta das 11h50, em busca de socorro imediato, após o bebê se engasgar com leite materno durante a amamentação em casa, no bairro Jardim Samara.

Segundo relato publicado em redes sociais pelo comandante da unidade, tenente Vieira, as equipes do Choque participavam de uma reunião operacional quando os pais entraram no pátio do batalhão em situação de desespero. Diante da emergência visível, os militares interromperam o encontro e iniciaram de imediato a técnica de desobstrução das vias respiratórias indicada para lactentes, conhecida popularmente como “tapotagem”. Após alguns movimentos de apoio e compressão na região interescapular do bebê, a criança expeliu o excesso de leite e retomou a respiração espontânea ainda no local.

Com a situação parcialmente estabilizada, os policiais colocaram o recém-nascido em uma viatura operacional e seguiram para o Pronto-Socorro da Fundação Estatal de Saúde (FESAT), único ponto de urgência e emergência do município. Durante o trajeto, continuaram monitorando sinais vitais e verificando se havia novos episódios de obstrução.

Na unidade hospitalar, profissionais de saúde receberam o paciente já com vias aéreas livres, mas mantiveram protocolo de urgência. O bebê foi conduzido à sala de emergência, colocado em observação contínua e recebeu oxigênio suplementar por máscara, uma vez que apresentava extremidades arroxeadas, indicativo de período recente de baixa oxigenação. Conforme boletim médico inicial, os batimentos cardíacos estavam dentro da normalidade e não havia ruídos respiratórios anormais, porém o quadro inspirava atenção pela idade e pela possibilidade de refluxo recorrente.

De acordo com a mãe, que acompanhou todo o deslocamento, o engasgo ocorreu pouco tempo depois da mamada. Ela relatou que havia realizado o procedimento usual para o bebê arrotar, mas, durante o banho, percebeu que a criança perdeu o fôlego e apresentou sinais de sufocamento. A mulher não soube precisar por quanto tempo o recém-nascido ficou com dificuldade para respirar antes de chegar ao quartel. Ainda segundo o relato materno, episódios de refluxo pós-mamada são frequentes desde o nascimento.

Após avaliação clínica detalhada, a equipe médica constatou melhora progressiva na coloração da pele, expansão pulmonar adequada e resposta motora compatível com a idade. O bebê permaneceu em observação por algumas horas, sem novos episódios de apneia ou cianose. Como medida preventiva, foram reforçadas orientações à família sobre posição correta durante a amamentação, intervalos de pausa para eructação e sinais de alerta que exigem retorno imediato ao pronto-socorro.

No quartel, o comando do Batalhão de Choque destacou que a ação bem-sucedida foi resultado do treinamento constante para atendimento de primeiros socorros, incluído no currículo dos policiais militares da unidade. As técnicas de desengasgo para lactentes fazem parte desse preparo, pois situações semelhantes podem ocorrer em patrulhamentos ou em chamados de emergência domiciliar.

O tenente Vieira informou que o episódio foi registrado nos relatórios internos como atendimento pré-hospitalar e que não houve necessidade de acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em razão da proximidade do quartel ao hospital. O comandante ressaltou que a rapidez no deslocamento e o suporte básico de vida aplicado pelos policiais contribuíram decisivamente para o desfecho positivo.

Ao final do acompanhamento médico, a criança recebeu alta hospitalar no mesmo dia, sem complicações respiratórias e com sinais vitais estáveis. A família foi orientada a manter consultas pediátricas regulares para avaliar a possibilidade de refluxo fisiológico persistente, condição comum em bebês nos primeiros meses de vida, mas que demanda cuidados específicos para evitar novos episódios de aspiração.

O caso reforçou a importância de conhecer procedimentos de primeiros socorros em casos de obstrução de vias aéreas em recém-nascidos. Profissionais de saúde locais lembram que engasgos envolvendo leite materno ou fórmulas infantiles são frequentes nessa faixa etária, e que pequenas ações efetuadas de forma correta podem preservar a oxigenação e evitar complicações graves.

Com a pronta intervenção dos policiais e a assistência subsequente no Pronto-Socorro da FESAT, o bebê passa bem e já está em casa com a família.