O Instituto Municipal de Meio Ambiente (Imam) de Dourados informa ter retirado aproximadamente 550 árvores classificadas como condenadas desde o início da operação, em setembro de 2025. O número corresponde a mais de 70 % da meta de 750 supressões prevista para ser atingida até julho deste ano. As intervenções integram o Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) e seguem critérios estabelecidos pela Lei Municipal nº 4.698, que permite a remoção quando há risco de queda ou comprometimento fitossanitário.
As equipes técnicas realizam vistorias periódicas em diferentes regiões do município, com prioridade para áreas indicadas como críticas pelo plano. Entre os locais com maior concentração de supressões estão as avenidas Joaquim Teixeira Alves, Marcelino Pires e a rua Monte Alegre, todas consideradas corredores de mobilidade urbana. Nessas vias foram detectados problemas estruturais, conflitos com a infraestrutura da cidade e incidência de doenças que elevam a possibilidade de acidentes.
De acordo com o Imam, a espécie que aparece com maior frequência nas remoções é a sibipiruna. Muitas dessas árvores foram plantadas em períodos de arborização simultânea e, ao longo dos anos, sofreram impacto de envelhecimento, impermeabilização do solo, podas inadequadas e ataques de organismos patogênicos, fatores que reduziram sua estabilidade.
O diretor-presidente da autarquia, Fábio Luís da Silva, afirma que o trabalho segue planejamento técnico e busca principalmente a segurança da população. Ele ressalta que a determinação do Executivo municipal é conciliar manejo responsável com o fortalecimento da arborização, utilizando espécies mais adequadas às condições urbanas.
A supressão é conduzida conforme o artigo 9º da Lei Municipal nº 4.698, que autoriza a retirada quando laudo comprovar risco iminente de queda da árvore ou de parte dela, ou quando o estado fitossanitário justificar a medida. Antes da remoção, técnicos analisam cada exemplar e registram laudo fotográfico, garantindo rastreabilidade e transparência.
Como compensação ambiental, a prefeitura já plantou mais de mil mudas em diferentes bairros. As espécies escolhidas seguem as diretrizes do PDAU, priorizando árvores com porte, enraizamento e resistência compatíveis com o ambiente urbano. Entre elas estão ipê-roxo, ipê-branco, pau-ferro, cedro, canelinha, peroba, jequitibá-branco, pitanga, aroeira e manacá-da-serra.
O diretor da Defesa Civil municipal, Johnes Aniceto Santana, avalia que a retirada preventiva diminui significativamente os riscos durante temporais. Segundo ele, o número de árvores caídas no vendaval que atingiu Dourados na semana anterior teria sido maior sem as ações iniciadas em 2025. A Defesa Civil acompanha os trabalhos para orientar as equipes sobre pontos de maior vulnerabilidade.
Entre 2025 e 2026 o Plano Diretor de Arborização Urbana avançou em outras frentes. O Imam passou a contar com uma estrutura administrativa específica para gerir a arborização, composta por equipe multidisciplinar responsável pelo planejamento, fiscalização e acompanhamento de todas as intervenções. O órgão também implantou sistemas eletrônicos de solicitação, permitindo que moradores encaminhem pedidos ou denúncias pela internet, reduzindo o tempo de resposta.
O viveiro municipal foi ampliado tanto em capacidade de produção quanto em qualidade das mudas oferecidas. O local fornece exemplares destinados ao plantio em vias públicas e à doação para a comunidade, contribuindo para a reposição de árvores removidas e para a diversificação de espécies na área urbana.
Outra mudança é o manejo arbóreo preventivo executado diretamente pelo município. A iniciativa possibilita ações contínuas, planejamento antecipado e integração entre setores como Meio Ambiente, Obras, Trânsito e Defesa Civil. A administração afirma que o modelo reduz custos, otimiza recursos humanos e melhora os resultados em segurança e conservação ambiental.
Com a marca de 550 árvores suprimidas, a prefeitura projeta manter o ritmo de trabalho para cumprir a meta de 750 até julho. Paralelamente, pretende intensificar o plantio de mudas e a fiscalização de podas, garantindo que a remodelação da arborização urbana ocorra de maneira equilibrada, com benefício tanto para a segurança pública quanto para a qualidade ambiental de Dourados.









