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Mato Grosso do Sul aplica R$ 7,1 milhões do Programa de Aquisição de Alimentos em seis meses

Mato Grosso do Sul concluiu a execução de R$ 7,1 milhões em recursos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) entre novembro de 2025 e maio de 2026. O montante, repassado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), foi utilizado para comprar alimentos produzidos pela agricultura familiar e destiná-los a entidades que atendem pessoas em situação de insegurança alimentar no Estado.

A mobilização envolveu a Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (SEAF), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), prefeituras e organizações locais. O trabalho conjunto foi organizado em formato de força-tarefa para cumprir o prazo estabelecido pelo Governo Federal e garantir que os valores chegassem a produtores e instituições beneficiárias dentro do período determinado.

Os recursos foram distribuídos por meio de três editais:

  • PAA Indígena – R$ 5 milhões;
  • PAA Hortaliças e Sementes – R$ 3,1 milhões;
  • PAA Quilombola – R$ 1 milhão.

Por meio desses editais, 1.165 agricultores familiares foram cadastrados e tiveram produtos adquiridos, fortalecendo a comercialização de pequenas propriedades rurais e ampliando a geração de renda em comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. De acordo com a coordenação do programa no Estado, a articulação entre equipes técnicas, gestores municipais e produtores foi determinante para a celeridade do processo.

Durante os seis meses de execução, o PAA comprou aproximadamente 831 toneladas de alimentos, provenientes de cerca de 60 itens. Entre eles estão leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, melado, rapadura, frutas variadas, mandioca, batata-doce, além de hortaliças e verduras. Toda a produção foi direcionada à rede socioassistencial e a equipamentos públicos de segurança alimentar.

As entregas alcançaram Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), escolas indígenas, unidades de acolhimento, asilos e outras entidades que prestam atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. O repasse direto de alimentos possibilitou redução de custos operacionais para as instituições e ampliou a oferta de refeições com produtos frescos e diversificados.

Segundo dados da Semadesc, o índice de execução financeiro registrado é um dos maiores já alcançados pelo PAA em Mato Grosso do Sul. O resultado reflete a integração de políticas públicas voltadas à agricultura familiar e ao combate à fome, além da atuação das equipes municipais responsáveis por identificar produtores aptos, formalizar a documentação necessária, organizar a logística de coleta e providenciar o transporte até os pontos de distribuição.

O modelo adotado, que combina editais segmentados por público (indígenas, quilombolas e produtores de hortaliças e sementes), foi considerado estratégico para atender demandas específicas e facilitar o acesso de grupos tradicionalmente mais afastados dos canais de comercialização. Ao mesmo tempo, o formato possibilitou maior diversificação da cesta de alimentos distribuída às entidades assistenciais.

As aquisições também geraram impacto econômico direto nos municípios participantes. Com a venda garantida, produtores puderam planejar plantios, investir em insumos e melhorar estruturas de armazenamento e transporte. Em comunidades indígenas e quilombolas, a iniciativa favoreceu a manutenção de práticas agrícolas tradicionais, contribuindo para a segurança alimentar local e para a preservação sociocultural.

O Governo do Estado informou que, diante dos resultados, pretende manter a articulação entre SEAF, Semadesc, Agraer e prefeituras para futuras edições do programa. A expectativa é ampliar o número de agricultores atendidos, diversificar ainda mais os produtos ofertados e fortalecer cadeias curtas de comercialização, reduzindo distâncias entre produtores e consumidores finais.

Com a conclusão desta etapa, o PAA reforça sua posição como ferramenta de inclusão produtiva, estímulo à agricultura familiar e garantia de acesso a alimentos saudáveis para populações em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso do Sul.

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