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Obras em pontes de Corumbá e Rio Miranda mudam tráfego e exigem atenção dos motoristas

Motoristas que utilizam rotas ligadas ao Pantanal devem ficar atentos a mudanças temporárias no tráfego provocadas por obras de recuperação estrutural em duas pontes consideradas estratégicas para a logística de Mato Grosso do Sul. Intervenções na ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá, e na ponte sobre o Rio Miranda, em Águas do Miranda, alteram o fluxo de veículos a partir desta sexta-feira (12) e se estendem pelos próximos dias.

Ponte do Rio Paraguai opera em meia pista

Na BR-262, em Corumbá, a travessia sobre o Rio Paraguai passará a funcionar em meia pista a partir de 12 de abril. O tráfego ficará sob sistema de pare e siga permanente, com operação durante 24 horas. Plataformas metálicas foram posicionadas para manter a passagem de veículos enquanto as equipes executam a primeira etapa de recuperação da estrutura.

Sinalização adicional foi instalada em pontos de acesso, incluindo trechos que ligam Miranda, Porto Esperança e o anel viário de Corumbá. Painéis de LED e faixas informativas orientam motoristas sobre o novo regime de circulação e alertam para possíveis períodos de espera.

Com orçamento superior a R$ 11,7 milhões, a intervenção é conduzida pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O objetivo é restaurar completamente a ponte, principal via de ligação rodoviária entre Corumbá, o Pantanal e demais regiões do estado.

De acordo com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, o cronograma foi desenhado para reduzir impactos aos usuários. A pasta destaca que a travessia é essencial para o transporte de cargas, o abastecimento de comunidades pantaneiras e o deslocamento de turistas que buscam atrativos naturais da região.

Interdição total na ponte do Rio Miranda

Na MS-345, em Águas do Miranda, a ponte erguida sobre o Rio Miranda será bloqueada integralmente entre 13h de segunda-feira (15) e 7h de terça-feira (16). O fechamento permitirá a concretagem dos reforços estruturais e o período de cura do material, etapa considerada indispensável para a estabilidade da obra.

Durante a interrupção, condutores que partem de Campo Grande em direção a Bonito deverão adotar rota alternativa pela MS-178, passando por Guia Lopes da Laguna. Placas de desvio foram instaladas na região e equipes de apoio prestarão orientações adicionais no local.

Com investimento de R$ 3,3 milhões, a recuperação da ponte inclui reforço de vigas, substituição de componentes danificados e adequações técnicas para aumentar a capacidade de carga. Inaugurada em 1967, a travessia vinha operando com restrições, como limite de peso de 10 toneladas e circulação de apenas um veículo por vez.

Concluído o período de cura do concreto, o tráfego será restabelecido, porém as limitações anteriores permanecem: sistema de pare e siga, passagem em meia pista e restrição de peso. A Secretaria de Infraestrutura e Logística reforça que essas medidas são necessárias até a finalização total do projeto.

Importância logística e turística

As duas obras integram um pacote de ações voltadas a preservar corredores rodoviários fundamentais para o escoamento de produtos agropecuários, o transporte de insumos e a movimentação de visitantes em destinos turísticos como Corumbá, Bonito e a área do Pantanal.

Segundo a administração estadual, intervenções desse tipo buscam antecipar desgastes estruturais, aumentar a vida útil das pontes e garantir segurança aos motoristas. Além do impacto direto na mobilidade, a expectativa é manter a continuidade do fluxo de caminhões que abastecem a região e reduzir o risco de interrupções prolongadas em períodos de chuvas intensas ou cheias dos rios.

Em nota técnica, a Agesul informou que o planejamento prevê acompanhamento constante do tráfego nos dois locais. Caso haja necessidade de ajustes nos horários de liberação ou de implantação de barreiras adicionais, as medidas serão divulgadas com antecedência para evitar transtornos maiores aos condutores.

Empresas de transporte de passageiros e transportadoras de carga foram comunicadas sobre as alterações. A orientação é que motoristas programem rotas com margem de tempo extra, verifiquem as condições de cada via antes de iniciar a viagem e respeitem a sinalização implantada nos trechos em obras.

As autoridades estaduais reiteram que os trabalhos nas pontes do Rio Paraguai e do Rio Miranda seguirão até que os laudos de engenharia atestem a plena recuperação das estruturas. Enquanto isso, o sistema de pare e siga e as restrições de carga permanecem como medidas de segurança indispensáveis ao trânsito na região pantaneira.

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