Search

Festas juninas concentram programação cultural e econômica de Mato Grosso do Sul no fim de semana

As festas juninas permanecem no centro da agenda cultural de Mato Grosso do Sul entre esta sexta-feira, 12, e a próxima segunda-feira, 15. Arraiais, quermesses e celebrações de padroeiros devem atrair milhares de pessoas em Campo Grande e em diferentes municípios do interior, reforçando junho como um dos períodos mais movimentados do calendário de eventos do Estado.

A programação prevista para os quatro dias inclui shows musicais, apresentações de quadrilhas, oferta de comidas típicas, feiras de artesanato e atos religiosos. Em diversas localidades, as atividades funcionam também como espaços de convivência comunitária e de estímulo à economia, beneficiando setores como alimentação, comércio informal e serviços turísticos.

Capital concentra grandes públicos

Em Campo Grande, o 24º Arraial de Santo Antônio, organizado na Praça do Rádio, é o principal ponto de encontro do fim de semana. O evento homenageia o padroeiro da cidade com calendário que reúne artistas regionais, pratos tradicionais da culinária junina e barracas montadas por entidades beneficentes. A expectativa dos organizadores é de público expressivo ao longo de todas as noites.

Além do arraial, a capital sul-mato-grossense oferta outras alternativas. O projeto Sexta na Concha ocupa a Concha Acústica Helena Meirelles com apresentações gratuitas. A Copa na Mixturô promove atividades esportivas e culturais, enquanto a Esplanada Ferroviária exibe em telão a partida de estreia da Seleção Brasileira, atraindo torcedores para um ambiente familiar. Bairros e paróquias também realizam quermesses independentes, ampliando o número de points juninos espalhados pela cidade.

Interior mantém tradições religiosas

Fora da capital, municípios preservam festejos que atravessam gerações. Em Costa Rica, a 53ª Festa de Santo Antônio mescla programação litúrgica e cultural, reforçando laços comunitários. Jaraguari, Terenos e Camapuã organizam seus respectivos arraiais de padroeiros, considerados entre os momentos mais aguardados do ano pela população local.

Na região sul do Estado, Dourados registra a tradicional festa da Comunidade Santo Antônio, sediada na Colônia Zanata. Já Porto Murtinho, às margens do rio Paraguai, aproveita o mesmo período para comemorar o aniversário do município com rodeio e shows, compondo um roteiro que atrai visitantes de cidades vizinhas.

Exposições agropecuárias ampliam calendário

Paralelamente às festas juninas, exposições voltadas ao agronegócio intensificam o fluxo de público no interior. Em Maracaju, a 55ª Expomara segue até domingo, 14, reunindo produtores rurais, expositores de máquinas e implementos, leilões, palestras técnicas e atrações musicais noturnas. Hotéis, restaurantes e transportadoras locais contabilizam aumento na demanda durante o evento.

Na segunda-feira, 15, Três Lagoas inicia a Expotrês, estendendo a agenda festiva para além do fim de semana. A feira reúne demonstrações de tecnologia agrícola, concursos de animais e shows de artistas regionais e nacionais, favorecendo a circulação de visitantes de diferentes regiões do Estado e de fronteiras próximas.

Impacto sociocultural e econômico

A predominância das festas juninas na programação estadual evidencia a força de manifestações populares que combinam elementos religiosos, gastronômicos e artísticos. Em grande parte dos casos, a entrada franca garante acesso democrático, sobretudo para famílias que buscam lazer de baixo custo.

Praças, parques e centros comunitários transformam-se em pontos de encontro temporários, onde comércio ambulante, associações beneficentes e produtores artesanais encontram oportunidade para incrementar renda. Segundo organizadores, o movimento gera demanda por insumos locais — como milho, amendoim, carnes e bebidas — e abre frentes de trabalho temporário na montagem, segurança e limpeza dos espaços.

A interiorização dos eventos também contribui para descentralizar a circulação de turistas dentro do território sul-mato-grossense, o que favorece pequenos municípios. Prefeituras e organizações civis costumam aproveitar o período junino para divulgar atrativos turísticos regionais, como balneários, trilhas ecológicas e patrimônios históricos, aproveitando o fluxo adicional de visitantes que já se deslocam para as festas.

Programação acessível até meados de junho

Com o cronograma que se estende pelo menos até o dia 15, Mato Grosso do Sul consolida junho como mês dedicado às tradições de Santo Antônio, São João e São Pedro. A multiplicidade de arraiais, quermesses e feiras agropecuárias oferece ao público opções que combinam entretenimento, devoção e negócios, garantindo movimento constante em áreas urbanas e rurais.

Para os organizadores, a continuidade dessas celebrações reforça laços comunitários, preserva patrimônio cultural e impulsiona receitas locais em um período considerado estratégico para o turismo interno. A agenda se mantém aberta, majoritariamente gratuita, e reforça o caráter inclusivo das festividades juninas em todo o Estado.

Isso vai fechar em 35 segundos