O primeiro dia da Expotrês 2026, em Três Lagoas (MS), abriu espaço para um debate sobre o papel econômico e social do cooperativismo. A conversa ocorreu no estúdio móvel do Grupo RCN, o RCN MOB, em transmissão ao vivo. Convidada da programação, a gerente da agência Sicredi Cidade das Águas, Juliana Costa, detalhou como funciona uma instituição financeira cooperativa e revisitou sua trajetória profissional iniciada em 2011 no próprio sistema.
Ao comentar o princípio “gente que coopera cresce”, a gerente destacou que o Sicredi oferece as mesmas soluções de crédito e serviços bancários disponíveis em instituições tradicionais, mas com uma dinâmica que devolve resultados financeiros aos associados. Segundo ela, todo excedente gerado pelas operações é distribuído proporcionalmente aos membros da cooperativa e permanece circulando na comunidade onde a agência está instalada. Dessa forma, o crescimento da organização e dos cooperados ocorre de maneira interligada, reforçando o desenvolvimento local.
Juliana frisou que o modelo atende empresas, produtores rurais e pessoas físicas sem distinção. No agronegócio, a cooperativa fornece linhas de financiamento para custeio e investimento, enquanto, para o público empresarial, disponibiliza capital de giro e outras modalidades de crédito. Já para o cliente individual, são ofertados conta-corrente, cartões, investimentos e seguros. O diferencial, afirmou, está na participação do associado nos resultados e na gestão, além do apoio a projetos que beneficiam a comunidade.
Natural de Três Lagoas, a gerente usou sua própria experiência para ilustrar o compromisso do Sicredi com a formação de pessoas. Ela ingressou como caixa há 15 anos, passou pelos atendimentos de pessoa física e servidores públicos, assumiu posteriormente a carteira empresarial e, em 2017, foi escolhida para inaugurar a agência de Selvíria (MS). Após três anos na função, retornou à cidade natal para conduzir a abertura da unidade Cidade das Águas, onde permanece na liderança.
Ao relembrar a jornada, Juliana afirmou sentir orgulho por atuar em uma organização que prioriza o desenvolvimento humano. Para ela, a possibilidade de ascensão interna e a cultura de cooperação explicam a longevidade do vínculo profissional. O ambiente de trabalho, acrescentou, tem sido reconhecido nacionalmente: o Sicredi figura frequentemente nos principais levantamentos de clima organizacional do país e aparece entre as cinco melhores empresas brasileiras para se trabalhar segundo rankings como o Great Place to Work (GPTW). A cooperativa aguarda a divulgação da nova lista, mantendo expectativas positivas.
Durante o bate-papo no RCN MOB, a executiva também ressaltou iniciativas de responsabilidade social apoiadas pela instituição. De acordo com ela, parte dos recursos retornados aos associados é direcionada a programas educativos, culturais e de fomento ao empreendedorismo. Essas ações, aliadas ao reinvestimento dos resultados no próprio município, contribuem para a geração de renda e fortalecimento de cadeias produtivas locais.
Encerrando a participação na Expotrês 2026, Juliana reiterou que a missão do Sicredi vai além da oferta de produtos financeiros. O objetivo central, declarou, é estimular a cooperação entre os associados, distribuir benefícios de forma equitativa e impulsionar o crescimento sustentável das comunidades onde a cooperativa atua. Com base na experiência acumulada em 15 anos no sistema, a gerente afirmou que o modelo permanece atual e capaz de promover desenvolvimento econômico e inclusão social em regiões urbanas e rurais.
A entrevista reforçou a relevância do cooperativismo no cenário financeiro brasileiro, evidenciando que a união de interesses coletivos pode gerar resultados positivos para indivíduos, empresas e territórios inteiros. No contexto da Expotrês 2026, feira que reúne setores da indústria, comércio e agronegócio de Três Lagoas e região, a mensagem destacou o potencial de parcerias cooperativas para ampliar oportunidades de negócios e melhorar indicadores socioeconômicos locais.








