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Operação da Polícia Civil prende cinco suspeitos e recupera seis motocicletas em Campo Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu cinco pessoas e recuperou seis motocicletas durante operação realizada na tarde de quinta-feira, 11 de abril, em Campo Grande. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e teve como alvo um esquema de furto, receptação e desmanche de motos que atuava na região.

De acordo com informações repassadas pela polícia, o grupo era investigado havia vários dias. O trabalho de inteligência identificou que uma borracharia e um lava-jato funcionavam como pontos de recebimento, desmontagem e armazenamento de veículos subtraídos em diferentes bairros da capital sul-mato-grossense. A partir dessa constatação, os agentes planejaram a ofensiva que culminou nas prisões em flagrante.

No local, os investigadores localizaram seis motocicletas. Quatro delas constavam com registros de furto efetuados entre 8 e 10 de abril, demonstrando a rapidez com que os veículos eram levados para o desmanche. As outras duas motos, embora não tivessem alerta de subtração no sistema no momento da apreensão, apresentavam sinais de adulteração que ainda serão periciados para confirmar eventual envolvimento com delitos semelhantes.

Além dos veículos, a equipe apreendeu uma arma de fogo carregada e diversas ferramentas usadas nos cortes e na retirada de peças. Segundo a DEFURV, a existência de equipamento específico para desmontagem indica que os suspeitos tinham estrutura voltada à revenda de componentes no mercado clandestino, estratégia frequente nesse tipo de delito para dificultar o rastreamento dos produtos roubados.

Os cinco detidos têm idades entre 21 e 27 anos. Eles responderão, inicialmente, pelos crimes de receptação, associação criminosa armada e posse ilegal de arma de fogo. Durante a abordagem, os suspeitos tentaram danificar seus aparelhos celulares na tentativa de destruir possíveis provas. Mesmo com os dispositivos quebrados, os policiais apreenderam todo o material, que será submetido a perícia técnica para extração de dados que possam comprovar a participação de outros integrantes do esquema.

Segundo a Polícia Civil, a escolha de pontos comerciais aparentemente legítimos para abrigar os desmanches é uma tática adotada pelos criminosos para mascarar a real atividade exercida. No caso específico, a borracharia e o lava-jato seguiam funcionando para o público, o que diminuía a suspeita de vizinhos e clientes ocasionais, ao mesmo tempo em que oferecia espaço e ferramentas adequadas para o processo de desmontagem.

Todos os veículos apreendidos serão encaminhados para exame pericial, etapa necessária para verificar eventuais alterações nos números de chassi e motor. Concluído o procedimento, as vítimas serão notificadas a comparecer à DEFURV a fim de reaver os bens. A restituição dependerá da apresentação de documentos de propriedade e do cumprimento dos trâmites previstos na legislação.

O delegado responsável pelo caso informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos, mapear a rota de distribuição das peças e apurar a existência de receptadores fora de Campo Grande. A polícia não descarta a realização de novas diligências e cumprimentos de mandados de busca, caso as análises dos celulares e das peças indiquem ramificações adicionais da organização.

A DEFURV mantém canal permanente para recebimento de denúncias sobre furtos, roubos ou desmanches de veículos. As informações podem ser enviadas pelo telefone ou WhatsApp (67) 3309-8020. A corporação reforça que o sigilo é garantido e que a colaboração da população é considerada fundamental para o avanço das apurações e para a redução desses crimes.

Com a operação desta quinta-feira, a Polícia Civil busca interromper a cadeia de crimes que começa com o furto de motocicletas e se estende até a venda de peças no mercado paralelo. A corporação ressalta que a recuperação dos veículos e a prisão de suspeitos enfraquecem financeiramente os grupos envolvidos, além de restituir às vítimas o patrimônio subtraído.

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