O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados realizou, na segunda-feira (15), uma força-tarefa para vistoriar imóveis em diversos bairros da cidade. No total, 1.387 residências e estabelecimentos passaram por inspeção, resultando na identificação de cinco focos do mosquito Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão de dengue, chikungunya e zika. Os dados foram consolidados e divulgados nesta terça-feira pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE).
Para cobrir a área programada, o CCZ mobilizou 93 agentes de endemias. Durante as visitas, a equipe constatou 149 imóveis fechados, cenário que dificulta a verificação de possíveis criadouros. Ainda assim, 23 notificações foram emitidas a proprietários que apresentavam irregularidades, e 74 imóveis receberam tratamento imediato após a constatação de risco potencial para proliferação do mosquito.
Bairros contemplados na operação
As vistorias abrangeram localidades das regiões norte, sul, leste e oeste de Dourados. Entre os bairros visitados estão: Jardim Piratininga, Jardim Marabá, Jardim Santa Maria, Jardim Santo André, Comunidade Santa Felicidade, Vila São Braz, Jardim Jóquei Clube, Habitacional Canaã III, Jardim São Cristóvão, Vila Industrial, Jardim Santa Hermínia, Vila Militar, Jardim Monte Líbano, Parque Rincão, Jardim dos Estados, Jardim Maipu, Jardim Maracanã, Jardim Márcia, Vila Cachoeirinha, Jardim Itália, Vila Erondina, Jardim Novo Horizonte, Parque do Lago, Vila Delphus, Vila Sulmat, Vila Planalto, Jardim Universitário, Condomínio Portal de Dourados, Jardim Girassol, Vila Progresso, Vila Aurora, BNH 3º Plano, BNH 4º Plano, Jardim Tropical e Habitacional Canaã I.
Ainda no mesmo dia, equipes percorreram o Habitacional Harrison Figueiredo, Jardim Esplanada, Jardim Água Boa, Vila Adelina, Vila Toscana, Jardim Terra Roxa, Jardim Vival dos Ipês, Jardim Guaicurus, Habitacional Izidro Pedroso, Parque Nova Dourados, Jardim Flórida I e II, Vila Tonnani, Habitacional Estrela Porã, Habitacional Panambi Verá, Jardim Maxwell, Vila Hilda e Vila Amaral.
Medidas de controle químico
Em quatro imóveis onde o risco à saúde pública era considerado elevado, foi utilizada borrifação residual por meio de máquina costal. Adicionalmente, um veículo Leco — popularmente conhecido como fumacê — percorreu 96 quarteirões nos bairros Jardim Pantanal, Residencial Esplanada, Habitacional Dioclécio Artuzi, Habitacional Canaã I, Jardim Maracanã e áreas adjacentes, realizando a pulverização de larvicida.
Penalidades e procedimentos administrativos
As ações de campo culminaram na aplicação de 117 multas imediatas. Além disso, 264 notificações foram encaminhadas para futura emissão, 122 autos de infração foram lavrados e outras 82 multas estão em fase de processamento. Essas medidas seguem a legislação municipal que disciplina o combate a arboviroses, responsabilizando proprietários que mantêm condições propícias ao desenvolvimento do Aedes aegypti.
Manutenção de armadilhas
Paralelamente às vistorias, o CCZ prosseguiu com a manutenção das 1.008 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) enviadas a Dourados pelo Ministério da Saúde. Esses dispositivos atuam como armadilhas que atraem e contaminam os mosquitos, interrompendo o ciclo de reprodução. As EDL estão distribuídas em imóveis localizados no Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II, Novo Horizonte, Jardim dos Estados, Vila Cachoeirinha, Jardim Água Boa, Jardim Santo André e áreas próximas.
Os dados gerados pelo uso das armadilhas são monitorados periodicamente para orientar novas intervenções e definir as áreas prioritárias. Caso haja necessidade, as equipes reforçam a aplicação de larvicidas e intensificam visitas domiciliares nos pontos com maior incidência de focos.
Próximos passos
O CCZ informou que seguirá com atividades de campo ao longo do mês, mantendo o esquema de visitas domiciliares, aplicação de produtos químicos e fiscalização de terrenos baldios. Moradores que desejarem denunciar locais com acúmulo de água parada podem contatar a central do órgão por telefone ou aplicativo disponibilizado pela prefeitura.
Segundo a coordenação, a cooperação da população — por meio da eliminação de recipientes que acumulem água — é considerada fundamental para reduzir o número de casos de dengue, chikungunya e zika no município.








