A necessidade de ampliar a rede de atendimento de urgência e emergência em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, voltou a ser discutida na Assembleia Legislativa. A deputada estadual Lia Nogueira solicitou à bancada federal do Estado apoio financeiro para viabilizar a construção de uma segunda Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município.
Atualmente, Dourados conta com apenas uma UPA para uma população estimada em 260 mil habitantes, além de acolher pacientes oriundos de mais de 30 cidades que integram a macrorregião de saúde. Esta condição transforma o município em referência regional e amplia a procura pelo serviço, situação que, segundo a parlamentar, gera risco de superlotação, eleva o tempo de espera e pressiona equipes médicas e de enfermagem.
Durante pronunciamento em plenário, Lia Nogueira relatou que estudos técnicos já identificam demanda suficiente para justificar a abertura de uma nova unidade. Embora não tenham sido detalhados na sessão, os levantamentos citados pela deputada indicam crescimento populacional e maior circulação de pacientes de municípios vizinhos como fatores que fundamentam a proposta.
A execução do projeto depende de etapas formais, entre elas a escolha do terreno, elaboração do plano estrutural, apresentação de documentos técnicos ao Ministério da Saúde, aprovação de financiamento e garantia de custeio permanente. A deputada encaminhou ofício a deputados federais e senadores de Mato Grosso do Sul para captar recursos por meio de emendas parlamentares e de programas federais destinados à atenção de urgência.
Conforme previsão normativa, uma UPA exige investimentos não apenas na construção, mas também no funcionamento cotidiano. São necessários profissionais de saúde, equipamentos médicos, insumos, sistemas de diagnóstico, serviços de manutenção e gestão administrativa. Sem a definição de fontes estáveis de custeio, a obra não avança para fase executiva.
Dourados exerce papel estratégico na assistência hospitalar da região sul do Estado. Municípios menores, com estrutura limitada, transferem casos de maior complexidade para a cidade, reforçando a pressão sobre a única unidade de pronto atendimento existente. A deputada argumenta que a criação de um segundo ponto de acolhimento contribuirá para distribuir a demanda, reduzir filas e proporcionar melhores condições de trabalho às equipes de saúde.
O pedido de apoio foi protocolado junto à bancada federal, mas não representa autorização imediata para a obra. O projeto ainda precisa ser incluído em orçamento, receber aval técnico do governo federal e cumprir requisitos legais referentes à contratação de serviços, licitação de obras e aquisição de equipamentos.
Na avaliação da parlamentar, a mobilização conjunta entre Câmara dos Deputados, Senado e governo estadual pode acelerar a captação de recursos. O objetivo é garantir que parte das emendas impositivas seja direcionada especificamente à construção da nova UPA, contemplando tanto a fase de obras quanto o custeio inicial das atividades.

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Além da resolução de problemas estruturais, a proposta também busca fortalecer a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. Com o acréscimo de mais uma unidade de pronto atendimento, a expectativa é desafogar o fluxo do Hospital da Vida e de outros serviços de média e alta complexidade, que recebem pacientes transferidos diariamente pela Central de Regulação.
Apesar do apoio manifestado por alguns parlamentares federais, ainda não há cronograma definido para o início das obras. O avanço dependerá da destinação de recursos no próximo ciclo orçamentário e da agilidade nos trâmites administrativos. Enquanto isso, a UPA atualmente em funcionamento segue atendendo população local e regional, permanecendo sujeita a picos de lotação, sobretudo em períodos de sazonalidade de doenças respiratórias ou outras condições que aumentam a procura por atendimento emergencial.
A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, responsável pela gestão da unidade existente, não divulgou posicionamento oficial sobre o pedido encaminhado à bancada federal. Porém, a expectativa é que eventual ampliação da rede estadual reduza custos de remoção de pacientes, otimize o uso de leitos hospitalares e garanta resposta mais rápida a urgências.
Enquanto aguarda sinalização de Brasília, Lia Nogueira pretende acompanhar todas as etapas do processo e articular novas reuniões com representantes do Ministério da Saúde. A parlamentar afirma que a iniciativa é fundamental para suprir lacunas de atendimento e assegurar maior cobertura assistencial à população de Dourados e dos demais municípios atendidos pela cidade.
Com a formalização do pleito e a busca por emendas parlamentares, a discussão sobre a implantação da segunda UPA passa a integrar a pauta prioritária da saúde pública regional. Caso os recursos sejam confirmados, caberá ao Executivo municipal definir local, dimensionar a obra e contratar equipes para colocar a nova estrutura em funcionamento, etapa considerada essencial para aliviar a sobrecarga do sistema de urgência e emergência já instalada.








