Moradores da avenida Capitão Olintho Mancini, no bairro Parque das Mangueiras, em Três Lagoas, relatam sucessivas perturbações geradas por uma lanchonete que atrai grande público nas noites de sexta-feira, sábado e domingo. Segundo os residentes, a presença de centenas de adolescentes e jovens provoca barulho intenso, consumo de bebidas alcoólicas e desordem que se estendem até a madrugada, comprometendo o descanso e a segurança na região.
Os relatos apontam que o som automotivo, as conversas em volume elevado e a circulação constante de carros e motocicletas transformam a via em um ponto de aglomeração noturno. Ainda de acordo com os vizinhos, as manobras perigosas realizadas pelos frequentadores, como arrancadas e derrapagens, costumam ocorrer na própria avenida e em ruas adjacentes, caracterizando infrações de trânsito que colocam pedestres e demais condutores em risco.
A ausência de estrutura adequada para atender o número de clientes também é alvo de reclamações. Moradores informam que o estabelecimento dispõe de banheiros insuficientes, o que leva parte do público a urinar em calçadas, muros e fachadas residenciais. Pela manhã, o forte odor de urina obriga proprietários de imóveis a realizar limpeza diária das áreas externas para restabelecer condições mínimas de higiene.
Além da questão sanitária, os residentes relatam sensação de insegurança decorrente de episódios de algazarra, brigas e consumo de álcool por pessoas aparentemente menores de idade. Diante dos problemas, eles reivindicam ações efetivas dos órgãos fiscalizadores para equilibrar o direito ao lazer dos frequentadores com o direito ao sossego e à segurança de quem mora no entorno.
Pedidos de fiscalização
Entre as demandas apresentadas pelos vizinhos estão a intensificação da fiscalização de trânsito, a verificação do cumprimento da Lei do Silêncio e a apuração de possíveis irregularidades no fornecimento de bebidas alcoólicas a menores. Também é solicitada a verificação das condições de funcionamento da lanchonete, especialmente quanto à capacidade do imóvel, licenciamento, horário de atendimento e oferta de sanitários compatíveis com o público que costuma frequentar o local.
De acordo com os moradores, as reclamações à Polícia Militar e à guarda municipal têm sido feitas com frequência, mas as intervenções pontuais não resolvem o problema de forma definitiva. Eles defendem a adoção de medidas preventivas, como a presença regular de viaturas nos horários de maior movimento, blitz de trânsito e vistorias técnicas nos estabelecimentos localizados na avenida.

Imagem: Reprodução TVC HD
Atuação da Polícia Militar
O 2º Batalhão de Polícia Militar informou que a região faz parte da Operação Saturação, iniciativa voltada a coibir práticas ilícitas e reforçar a segurança em pontos críticos da cidade. Segundo a corporação, equipes de patrulhamento têm realizado fiscalizações periódicas no trecho onde funciona a lanchonete. A PM orienta que a população continue registrando denúncias pelo telefone 190 sempre que ocorrerem perturbações ou situações de risco.
Conciliação de interesses
Pessoas que vivem no bairro reconhecem a importância de espaços de convivência para jovens, mas defendem que regras claras sejam cumpridas para evitar transtornos. Elas ressaltam que comerciantes e poder público podem buscar soluções viáveis, como isolamento acústico, ampliação do número de banheiros, controle do horário de funcionamento e fiscalização rigorosa do trânsito nas imediações.
Os moradores afirmam que não pretendem impedir o funcionamento da lanchonete, mas desejam que sejam adotadas providências capazes de garantir o equilíbrio entre as atividades comerciais e a qualidade de vida dos residentes. Segundo eles, o excesso de ruído, o trânsito desordenado e a falta de infraestrutura adequada vêm comprometendo a tranquilidade de quem mora há anos na avenida Capitão Olintho Mancini.
Até o momento, a comunidade aguarda retorno das autoridades municipais sobre possíveis ajustes na legislação local ou na fiscalização que permitam reduzir os impactos negativos descritos. Enquanto isso, a recomendação dos órgãos de segurança é que denúncias continuem sendo encaminhadas para que cada ocorrência seja registrada e investigada.







