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Mato Grosso do Sul registra crescimento do eleitorado e mantém maioria feminina para 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20) o total de eleitoras e eleitores aptos a participar das Eleições Gerais de 2026 em Mato Grosso do Sul. De acordo com o novo cadastro, 2.024.884 pessoas poderão votar no estado, número 1,42% superior ao registrado em 2022. O avanço de 28.374 inscrições confirma a tendência de expansão gradual do eleitorado sul-mato-grossense.

Em 4 de outubro de 2026, os votos definirão presidente da República, governador, senador, além de deputados federais e estaduais. Para organizar o pleito, a Justiça Eleitoral deve considerar, entre outros fatores, a distribuição geográfica, o perfil demográfico e a adoção de tecnologias como a biometria, todos detalhados nas estatísticas recém-divulgadas.

Predominância feminina

As mulheres seguem como maioria entre as pessoas inscritas no estado. Elas representam 53% do total, enquanto os homens correspondem aos 47% restantes. A manutenção dessa proporção alinha Mato Grosso do Sul à média nacional, onde o contingente feminino também supera o masculino no cadastro eleitoral.

Voto facultativo

Dois grupos etários têm comparecimento facultativo às urnas: jovens de 16 e 17 anos e cidadãos a partir de 70 anos. Entre os adolescentes, o estado contabiliza 22.747 inscrições. Já a faixa de eleitores com 70 anos ou mais soma 202.325 pessoas. O TSE observa que, apesar da não obrigatoriedade, a participação dessas faixas pode influenciar disputas equilibradas.

Uso de nome social

O relatório informa ainda que 517 eleitoras e eleitores de Mato Grosso do Sul registraram nome social. O procedimento assegura que a pessoa seja identificada de acordo com sua identidade de gênero em todas as etapas do processo eleitoral, em consonância com as normas da Justiça Eleitoral.

Concentração nas três maiores cidades

Três municípios concentram parcela expressiva do eleitorado estadual:

• Campo Grande: 640.427 inscrições
• Dourados: 166.148 inscrições
• Três Lagoas: 88.668 inscrições

Somadas, essas cidades reúnem 895.243 pessoas aptas a votar, equivalentes a cerca de 44% do total estadual. A capital, Campo Grande, responde sozinha por quase um terço do colégio eleitoral do estado, aspecto relevante para a definição de zonas eleitorais, locais de votação e planejamento logístico.

Detalhamento de Três Lagoas

Em Três Lagoas, as mulheres também compõem a maioria. O cadastro traz 47.176 eleitoras, o que representa 53% do eleitorado local. Os homens somam 41.492, correspondendo a 47%.

A adoção da biometria está avançada no município. Dos 88.668 eleitores, 81.630 já registraram as digitais, alcançando 92,06% de cobertura. Restam 7.038 inscrições sem biometria, parcela de 7,94%. O dado é relevante porque a identificação biométrica auxilia na prevenção a fraudes e na agilização do processo de votação.

Quando se observa a obrigatoriedade do voto, 79.459 eleitoras e eleitores de Três Lagoas estão em faixas etárias em que o comparecimento é compulsório. Outros 9.209 pertencem a grupos de voto facultativo, seja por terem 16 ou 17 anos, seja por estarem acima dos 70.

Preparativos para 2026

As informações apresentadas pelo TSE servem de base para a organização das eleições em todos os níveis. A distribuição do eleitorado influencia a alocação de urnas, o treinamento de mesários e a definição de horários de apoio logístico, especialmente em áreas com grande concentração de eleitores ou em localidades de difícil acesso.

A predominância feminina pode impactar estratégias de campanha, assim como a presença expressiva de pessoas com 70 anos ou mais costuma exigir atenção a temas de acessibilidade nos locais de votação. O alto índice de biometria em municípios como Três Lagoas demonstra a consolidação da tecnologia no estado, mas o TSE ainda precisa concluir o cadastramento das pessoas que faltam registrar as digitais.

Por fim, o crescimento absoluto de 28.374 novos eleitores em relação a 2022, ainda que modesto em termos percentuais, amplia o universo de votos e reforça a necessidade de atualização constante da logística eleitoral. Com esses dados, a Justiça Eleitoral inicia o planejamento detalhado do pleito de 2026, que definirá os representantes do Executivo e do Legislativo nas esferas federal e estadual.