Roberto Razuk Filho, ex-deputado estadual pelo PL, conhecido como Neno Razuk, foi detido pela polícia boliviana na região de fronteira, no domingo, 2 de julho, enquanto viajava de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra, após ação conjunta entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia.
A operação contou com a Polícia Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MS) e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN) da Bolívia, que compartilharam informações, realizaram diligências e alinharam procedimentos operacionais. As medidas subsequentes seguirão os instrumentos de cooperação internacional vigentes e os trâmites legais das autoridades brasileiras e bolivianas.
Segundo a Polícia Federal, Neno Razuk estava foragido desde o início de julho, após a Justiça de Mato Grosso do Sul expedir mandado de prisão ligado à Operação Successione, que investiga a exploração do jogo do bicho no estado. Ao ser abordado, o ex-deputado apresentou a Carteira Nacional de Habilitação, e os policiais identificaram a ordem de prisão em aberto no Brasil. Outros veículos apontam que ele também foi detido por entrada ou permanência irregular no país.
Em primeira instância, Neno Razuk foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, recorrendo da sentença em liberdade.
A Operação Successione, deflagrada em dezembro de 2023 pelo Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, apontou uma organização criminosa que utilizava ameaças e violência para ampliar o controle sobre o jogo ilegal em Campo Grande.
A prisão preventiva de Neno foi decretada após a perda do mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em maio, após nova contagem dos votos das eleições de 2022. Ele não foi localizado durante o cumprimento do mandado e passou a ser considerado foragido.
Em 28 de julho, a Justiça autorizou a inclusão do nome do ex-deputado na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mas o procedimento ainda não havia sido concluído quando ele foi preso, de modo que não havia mandado internacional de captura.









