A consultoria StoneX projetou que a produção de soja do Paraguai será de 11,49 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda em relação às 12,34 milhões de toneladas registradas no ciclo 2025/26. Para o milho, a estimativa é de 5,73 milhões de toneladas.
O recuo ocorre apesar da área total plantada permanecer praticamente estável; avanços pontuais de rotação foram observados nas regiões de Ñeembucú e Paraguarí, mas o resultado final dependerá sobretudo da produtividade no campo.
“Depois de uma safra excepcional em 2025/26, o mercado passa a direcionar sua atenção para os fatores que definirão o desempenho da próxima temporada. Apesar da expectativa de uma normalização dos rendimentos, seguimos projetando uma produção de soja historicamente elevada para 2026/27”, avaliou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez.
As condições iniciais de plantio são mistas. Chuvas recorrentes no inverno de 2026 garantiram boa umidade do solo, e novas precipitações até o final de agosto poderiam antecipar a semeadura. Contudo, o avanço precoce traz risco de solo frio e necessidade de replantio. O fenômeno El Niño, que costuma provocar calor e seca em dezembro, ainda apresenta divergências nos modelos meteorológicos quanto à sua intensidade e distribuição de chuvas no verão.
No mercado interno, o aumento do esmagamento de soja tem elevado o consumo doméstico, mantendo os estoques em níveis ajustados, enquanto as exportações continuam sendo o principal mecanismo de ajuste da oferta.
A demanda industrial, impulsionada pelas usinas de etanol e pelo consumo de ração para a pecuária, deve ampliar a área cultivada de milho para cerca de 1 milhão de hectares na temporada 2026/27, sustentando a projeção de 5,73 milhões de toneladas, superior aos resultados recentes.
*Com informações da StoneX*








