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Cesta básica de Campo Grande cai 4,37% em julho; tomate acumula alta de 60%

- Reprodção/Fecomércio

Em julho, o custo da cesta básica em Campo Grande foi de R$ 809,08, queda de 4,37% em relação a junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo DIEESE em parceria com a Conab. No acumulado de janeiro a julho, o valor subiu 4,28% no ano.

A capital sul-mato-grossense ficou entre as capitais com cesta mais cara do país, atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Entre as 27 cidades pesquisadas, registrou a menor alta anual, de 4,28%.

Em julho, três dos treze itens que compõem a cesta tiveram aumento: arroz agulhinha (+1,25%), carne bovina de primeira (+0,67%) e pão francês (+0,44%). Os produtos que mais baixaram foram batata (‑26,13%), feijão carioca (‑7,91%), açúcar cristal (‑7,54%), café em pó (‑5,19%), manteiga (‑2,41%), banana (‑1,72%), óleo de soja (‑1,55%) e farinha de trigo, além de redução no leite integral (‑2,41%).

No período de janeiro a julho, alguns alimentos acumularam aumentos expressivos: tomate (+60,27%), batata (+47,55%) e feijão carioca (+39,09%). Em 12 meses, cinco itens registraram alta, destacando‑se batata (+50,12%) e feijão carioca (+38,68%). A carne bovina de primeira subiu 7,42%, o pão francês 2,87% e o tomate 1,10%.

O custo da cesta representa parcela significativa da renda de quem recebe um salário mínimo. Em julho, o trabalhador que ganha R$ 1.621 precisou trabalhar 109 horas e 49 minutos para adquirir os itens básicos, cinco horas a menos que em junho (114 h 50 min). Considerando o salário mínimo líquido, após desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta consumiu 53,96% da renda, contra 56,43% em junho e 55,25% em julho de 2025.

No cenário nacional, a cesta básica caiu em 26 das 27 capitais em julho; apenas São Luís registrou alta de 0,30%. São Paulo teve o maior valor, R$ 915,01, enquanto Campo Grande ficou com R$ 809,08.

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