Search

Três Lagoas mantém alerta para dengue e chikungunya com índice de infestação de 1,7

Três Lagoas permanece em estado de alerta para dengue e chikungunya, mesmo com baixa incidência de casos, após o levantamento do LIRAa indicar média de 1,7, o que coloca o município na faixa amarela de infestação do mosquito Aedes aegypti, segundo Alcides Ferreira, coordenador do setor de Controle de Endemias e Vetores da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o coordenador, não houve registro de surto de dengue neste ano; os casos notificados estão distribuídos por diferentes regiões da cidade, sem concentração que caracterize um surto.

O boletim estadual classifica Três Lagoas como nível baixo (faixa verde) para dengue e chikungunya, porém o índice de infestação do vetor já está na faixa amarela, indicando risco de aumento da transmissão se um novo sorotipo do vírus entrar em circulação.

Mais de 80% dos focos do Aedes aegypti foram encontrados em imóveis residenciais. Entre os principais criadouros citados estão pratinhos de vasos de plantas, recipientes de água para animais, baldes, brinquedos, pequenos objetos deixados no quintal e recipientes para plantas aquáticas. Alcides recomenda vistoria periódica de poucos minutos e, para recipientes de água de cães e gatos, trocar a água diariamente e lavar o interior com bucha e sabão para remover ovos aderidos.

Equipes de endemias também têm localizado mosquitos em bueiros da rede pública; as chuvas de curta duração favorecem o acúmulo de água nesses locais. O município utiliza equipamentos de nebulização para eliminar mosquitos adultos, mas a medida não atinge ovos e larvas, permitindo a reaparecimento da população alguns dias depois.

Os bairros com índices mais elevados de infestação citados pelo coordenador são Vila Nova, Jardim Alvorada, Parque São Carlos, Santa Luzia, Vila Piloto, Jupiá, Vila Haro e outros pontos da cidade.

Em relação à chikungunya, Três Lagoas registra 22 casos confirmados neste ano, apesar da baixa incidência geral, e a doença vem avançando no território de Mato Grosso do Sul, sobretudo na região de fronteira com o Paraguai.

O setor de Controle de Endemias e Vetores mantém equipes em campo de janeiro a dezembro, realizando seis ciclos trimestrais de visitas que abrangem residências, estabelecimentos comerciais, terrenos baldios e órgãos públicos. O Comitê de Mobilização e Combate às Arboviroses tem reunião ordinária prevista para esta quinta‑feira, às 8h, na sede da Secretaria Municipal de Saúde.

Alcides reforça que a população não deve interpretar a baixa quantidade de casos como sinal de que o problema desapareceu, sendo essencial manter os cuidados nas residências para evitar aumento de dengue e chikungunya.

Isso vai fechar em 35 segundos