Prefeitura de Três Lagoas intensificou a fiscalização contra o descarte irregular de lixo em vias públicas, terrenos baldios e acessos a ranchos, informou a secretária municipal de Meio Ambiente e Agronegócio, Mariana Amaral, em entrevista ao programa RCN Notícias.
Mariana Amaral orientou que denúncias sejam enviadas com fotos ou vídeos que mostrem a placa dos veículos envolvidos; as informações são mantidas em sigilo. Ela defendeu a aplicação de multas, afirmando que “só doendo no bolso” a população pode se conscientizar.
A secretária citou um vídeo recente que mostra uma empresa do setor florestal descartando resíduos em terreno, ressaltando que existem locais adequados, como o Buracão do Jupiá, destinado a galhadas, resíduos da construção civil, madeira e materiais volumosos, e que não há justificativa para o descarte inadequado.
O custo das limpezas recai sobre os impostos de aproximadamente 65 mil residências da cidade, que conta com 11 caminhões de coleta convencional, veículos de coleta seletiva e equipes que atendem áreas mais afastadas, além de um aterro sanitário licenciado com sistema de engenharia, mantas de proteção, drenagem, monitoramento e tratamento de chorume.
No fim de 2023 foi concluído o processo licitatório para a construção da segunda célula do aterro, em razão do crescimento demográfico e do aumento da geração de resíduos. A administração estudou a instalação de câmeras de monitoramento contínuo em pontos críticos para identificar infratores, mas não pode divulgar a identidade dos responsáveis por restrições da lei de proteção de dados.
Um exemplo citado foi a operação de limpeza próxima ao acesso ao Hospital Regional, na região do Paranapungá, onde foram retiradas cinco cargas de caminhão pela manhã; porém, rapidamente reaparecem sofás, colchões, restos de construção e até animais mortos, favorecendo a proliferação de pragas.
No Novo Oeste, a secretaria pretende testar um sistema de recepção de resíduos volumosos e galhadas com caçambas; atualmente há três unidades e a meta é chegar a dez, dependendo da colaboração dos moradores.
Sobre a coleta convencional, há reclamações de coletores que agrupam sacos nas esquinas para agilizar o serviço, prática que pode gerar espalhamento de lixo quando os sacos permanecem muito tempo. A prefeitura monitora os caminhões e orienta a empresa responsável a fazer rodízio de pontos para evitar aglomerações.
Na coleta seletiva, o material recolhido é encaminhado à Cooperativa Arara Azul, cuja quantidade comercializada dobrou entre 2024 e 2025. A secretaria recomenda separação simples em resíduos orgânicos e recicláveis, com limpeza das embalagens antes da coleta.
A secretaria destaca ações de educação ambiental ao longo do ano, sobretudo com crianças, nas semanas da Árvore e do Lixo Zero, e alerta para o descarte de animais mortos, serviço gratuito contratado e disponível em períodos noturnos, fins de semana e feriados.
Mariana Amaral ressaltou que a maioria da população descarta corretamente, mas uma parcela menor causa impactos que afetam toda a cidade, e pediu a colaboração dos moradores, da imprensa e de campanhas de conscientização, especialmente durante a Festa do Folclore, para que o lixo seja depositado nas lixeiras e tambores disponibilizados.







