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Ex-funcionário é preso por desvio de cargas em Campo Grande, perdas de até R$ 500 mil

Investigação da Derf localizou depósito clandestino no Bairro São Conrado - Foto: Reprodução/Polícia Civil de MS

Na segunda-feira (24), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante um homem suspeito de operar um esquema continuado de desvio de cargas em Campo Grande.

A fraude atingiu uma indústria de alimentos da capital e gerou perdas estimadas pela própria empresa em cerca de meio milhão de reais (R$ 500 mil). A identidade do detido não foi divulgada pelas autoridades.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf), começou após a diretoria da fábrica constatar que produtos de sua linha estavam sendo vendidos no comércio local por preços muito abaixo da tabela de mercado.

Com a denúncia formalizada, os investigadores monitoraram uma entrega e interceptaram um dos veículos de frete. A diligência levou os agentes até um imóvel no Bairro São Conrado, usado como depósito clandestino, onde estava estocada grande quantidade de alimentos sem comprovação ou documentação fiscal de origem.

O ex-funcionário da fabricante foi flagrado no local como responsável pela estocagem e posterior repasse das mercadorias, sendo autuado por receptação qualificada.

Em depoimento à polícia, o investigado confessou que a prática ocorria há aproximadamente oito meses, com frequência média de uma carga desviada por semana, totalizando mais de 20 viagens.

Segundo o suspeito, o esquema contava com caminhões de transporte terceirizados, falsificação de ordens de carregamento no interior da unidade fabril, possível facilitação por funcionários da ativa da empresa e saída das mercadorias sem emissão de nota fiscal para revenda direta com descontos expressivos a comerciantes da cidade.

A perícia criminal foi acionada para inspecionar o depósito clandestino, e parte dos produtos subtraídos foi apreendida pela Derf para restituição à empresa.

O inquérito policial prossegue para identificar os demais participantes do esquema no interior da indústria, mapear os estabelecimentos comerciais receptadores e apurar o montante financeiro exato do prejuízo causado.

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