Na cidade de Paranaíba, no dia 10 de agosto, entre 10h e 10h30, uma mulher recebeu uma ligação via aplicativo de mensagens de uma pessoa que se apresentou como Valéria, suposta advogada responsável por um processo de revisão de benefícios.
Durante a conversa, a falsa profissional alegou que um promotor de Justiça entraria em contato para tratar do processo e, em seguida, enviou uma chamada de vídeo pelo WhatsApp.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, o interlocutor instruiu a vítima a acessar o aplicativo bancário e fazer transferências, alegando que o INSS havia depositado indevidamente R$ 8 mil na conta dela e que seria necessário devolver o valor para evitar problemas com a Receita Federal.
Confiando nas instruções de quem acreditava ser profissional do processo, a vítima realizou as transferências usando o limite bancário, pois não tinha saldo suficiente.
A fraude foi descoberta quando a mulher recebeu a fatura do cartão de crédito e verificou três transferências: R$ 2.300,00, R$ 4.605,00 e R$ 1.314,04, totalizando R$ 8.219,04.
O caso foi registrado como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, e a vítima procurou a Polícia Civil para comunicar a fraude e solicitar providências.
A Polícia Civil alerta que criminosos podem usar falsas identidades de advogados, policiais, funcionários de instituições financeiras ou agentes públicos para convencer vítimas a fornecer informações ou realizar transferências.
A orientação é não fornecer senhas ou códigos de segurança, não efetuar transferências mediante solicitações recebidas por mensagens ou ligações suspeitas e confirmar qualquer informação diretamente com o profissional ou órgão envolvido, utilizando canais oficiais.






