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Contrato de R$ 3 milhões mensais entre Master e esposa de Moraes encontrado na PF

Relatório da PF dedica capítulo à contratação do escritório Barci de Moraes e às mensagens sobre pagamentos. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Polícia Federal encontrou no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, um contrato de prestação de serviços que prevê remuneração mensal de R$ 3 milhões, acompanhado de mensagens internas que exigiam pagamentos sem atraso.

O arquivo, salvo como “Vivi Moraes”, foi enviado em 11 de janeiro de 2024 e, segundo a perícia, tem Guilherme Benazzi como autor, mas o último registro de modificação indica “Ministro Alexandre de Moraes” às 16h30 do mesmo dia.

A versão final, enviada em 17 de janeiro, também mostra “Ministro Alexandre de Moraes” como último editor, com registro de 15 de janeiro às 23h04, e foi assinada por Vorcaro.

Em conversas, Vorcaro descreveu o pagamento como “o mais importante que temos” e pediu que fosse efetuado imediatamente, acrescentando que não deveria atrasar nem usar nota fiscal.

Posteriormente, a funcionária do Banco Master registrou transferência de R$ 3.422.268,14 para o escritório de advocacia Barci de Moraes, conforme mensagem de Vorcaro que dizia “pode pagar sempre, sem nota, do jeito que for”.

Em outro diálogo, Vorcaro orientou que os valores destinados ao escritório não fossem pagos por Pix, e em outubro de 2025 informou que o pagamento já havia sido efetuado.

Ainda que contratos milionários entre bancos e escritórios de advocacia não sejam automaticamente irregulares, a PF ainda analisa movimentações bancárias e outros materiais apreendidos para esclarecer o escopo dos serviços e a razão pela qual Vorcaro tratou o pagamento como prioridade máxima.