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Contrato de R$22,8 mi com Barci de Moraes envolve aviões e fatura

Relatório da PF relaciona segundo contrato a cotas de um Legacy 650 e de um helicóptero EC 155 B1. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

Segundo contrato de 12 de maio de 2025, firmado entre Barci de Moraes e Vikings Participações Ltda, envolve transferência de ativos, cotas de aeronaves e fatura de R$22.815.120,95, conforme relatório da Polícia Federal.

O documento, enviado por Daniel Vorcaro a si mesmo via WhatsApp no dia seguinte, mostra discussões sobre a forma de transferência dos ativos, com duas opções: entrega dos bens e transferência integral das quotas, ou entrega dos ativos e transferência das quotas após o cumprimento do contrato, sendo que Vorcaro rejeitou a primeira proposta.

Os bens referenciados pertenciam às empresas F24 e F53. A F24 detinha um Legacy 650 com prefixo PP‑NLR, enquanto a F53 estava em processo de aquisição de um helicóptero EC 155 B1 da Airbus Helicopters.

Em 19 de maio, Leonardo Palhares enviou a Vorcaro um Termo de Acordo e Dação em Pagamento, explicando que “Guilherme” havia informado que o escritório não poderia figurar na estrutura como participante de empresas, propondo propriedade direta das cotas sem participação societária nas SPEs.

A brochura anexada ao relatório listava valores de US$5.512.951,89 para a cota do Legacy 650 e US$1.335.014,01 para a cota do helicóptero, mas o relatório não confirma se esses montantes foram efetivamente pagos.

Em julho de 2025, Marcos da Mata informou que a empresa usada no contrato havia sido alterada e que os ativos já estavam liberados, acrescentando que “Já usaram aviões e helicópteros”. Ele enviou a Vorcaro uma captura de conversa com Viviane de Moraes, perguntando se estavam satisfeitos com a utilização das cotas; a resposta foi “Sim, estamos gostando muito”.

No dia 24 de julho, uma funcionária do setor financeiro notificou Vorcaro de que Palhares solicitava o pagamento da fatura de R$22.815.120,95 emitida pelo Barci de Moraes em nome da Viking. Vorcaro questionou a alteração contratual, e Palhares justificou a preocupação com o risco reputacional de sócios visíveis, indicando que “Guilherme” verificaria com sua chefe se seria adotada uma estrutura diferente para a propriedade dos ativos.

Em 21 de agosto, outra funcionária informou que o Legacy PP‑NLR estava programado para voar para “Barci” no dia seguinte; Vorcaro respondeu: “Nao deixe de atender barci”.

O relatório descreve uma série de contratos, pagamentos, cotas e uso de aeronaves, mas não fecha o circuito patrimonial nem esclarece quem finalizou como proprietário das cotas, quais serviços justificaram os valores ou se as estruturas planejadas foram efetivamente implementadas.