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MS decreta emergência em 3 cidades após queda de ponte no Pantanal

Foto: Coxim Agora

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência em Corumbá, Ladário e Coxim. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (2) e tem validade de 180 dias.

O colapso da Ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o rio Taquari, motivou a medida. A estrutura cedeu durante a passagem de um caminhão conduzido por Alexandre de Freitas, de 49 anos. O motorista caiu no rio, ficou preso na cabine e morreu. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas por cerca de nove horas.

Impacto no transporte

A ponte, localizada na MS-168, tinha 168 metros de comprimento e 4,80 metros de largura. Em uso desde 2009, ela conectava o Pantanal do Paiaguás ao da Nhecolândia, regiões com forte atividade pecuária.

O Sindicato Rural de Corumbá estima que até 50 mil cabeças de gado são transportadas anualmente por esse trecho. A entidade também aponta o uso da via para o deslocamento de pessoas, estudantes, insumos e mercadorias.

Após o acidente, o sindicato enviou ofícios à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e à Secretaria de Estado de Governo. O objetivo é cobrar providências para o local do acidente e para outras pontes do Pantanal que suportam veículos pesados.

Medidas emergenciais

O decreto, assinado pelo governador Eduardo Riedel, classifica o episódio como colapso de estrutura civil. A base legal inclui relatório técnico da Agesul e parecer da Defesa Civil estadual.

Com a emergência reconhecida, o Estado pode mobilizar órgãos públicos para a recuperação da área. A medida autoriza procedimentos emergenciais para contratação de obras e serviços, além de permitir a convocação de voluntários e campanhas de arrecadação.

Agentes da Defesa Civil podem determinar evacuações e acessar propriedades particulares em caso de risco iminente. O uso de imóveis privados para socorro também foi autorizado, com previsão de indenização em caso de dano.

Técnicos da Seilog avaliam as condições da estrutura para apurar as causas do rompimento. Enquanto a investigação avança, produtores e moradores dependem de rotas alternativas para manter o fluxo de cargas e animais na região.