O Governo de Mato Grosso do Sul instituiu um novo sistema de classificação para o setor turístico. A medida, formalizada por portaria da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur/MS), cria um ranking bianual baseado em pontuação técnica.
O objetivo é orientar quais municípios terão prioridade em investimentos de infraestrutura, capacitação técnica e divulgação de mercado. O modelo substitui as regras vigentes desde 2021 e vincula a atuação do poder público a metas de desempenho concretas.
Metodologia de avaliação
Para participar, cada prefeitura precisa cadastrar dados e documentos comprobatórios em uma plataforma online estadual. A avaliação totaliza até 730 pontos, divididos em cinco macrocritérios: infraestrutura (250 pontos), mercado (230 pontos), sustentabilidade (100 pontos), governança turística (90 pontos) e gestão pública (60 pontos).
Categorias de desenvolvimento
Com base na pontuação, os municípios são enquadrados em cinco faixas que definem o nível de maturidade turística. A categoria Semear (até 100 pontos) foca em planejamento básico. Nascer (101 a 200) prioriza a elaboração de projetos para captação de recursos.
A faixa Crescer (201 a 300) visa a qualificação de produtos e inserção regional. Frutificar (301 a 499) consolida o destino com apoio para feiras nacionais. Apenas a categoria Colher (500 pontos ou mais) garante prioridade direta para obras de grande porte e campanhas internacionais.
Condições e limites
A portaria esclarece que o topo do ranking não concede direito adquirido a verbas. A liberação de recursos continua condicionada à disponibilidade orçamentária, aprovação de projetos de engenharia e diretrizes políticas da gestão estadual.
A adesão ao programa é facultativa e a reavaliação ocorre a cada dois anos. Os dados cadastrados também alimentarão o banco de dados do Observatório de Turismo de Mato Grosso do Sul, servindo a classificação como critério de desempate institucional.







