Um surto da doença mão-pé-boca atingiu 24 crianças do Centro de Educação Infantil (CEI) Diva Garcia de Souza, localizado no bairro Paranapungá, em Três Lagoas. A unidade de ensino precisou ser interditada temporariamente por um dia para a realização de uma barreira sanitária e de uma higienização minuciosa, medidas adotadas para prevenir e controlar a propagação do vírus.
Atualmente, o CEI já voltou a funcionar normalmente. No entanto, as crianças que foram diagnosticadas permanecem afastadas das atividades escolares mediante apresentação de atestado médico. De acordo com as informações repassadas pela instituição, todos os casos evoluíram para quadros leves. As crianças estão em tratamento domiciliar, e algumas já começaram a receber alta médica para retornar à escolinha.
A doença é comum principalmente entre crianças pequenas e se espalha com facilidade em ambientes de convivência coletiva, como creches e unidades de educação infantil. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas, Adriana Spazzapan, explicou que o aumento de casos de qualquer doença transmissível exige o acionamento imediato das equipes de vigilância epidemiológica e sanitária.
Protocolo de contenção
Segundo Adriana, o protocolo prevê a análise da situação e a elaboração de um plano de contingência. A barreira sanitária implementada no CEI incluiu uma limpeza mais rigorosa do ambiente. A coordenadora esclareceu que os produtos utilizados são os mesmos aplicados na higienização cotidiana, mas o procedimento deixa de ser apenas rotineiro. Ele passa a seguir uma limpeza mais completa, conforme as normas sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Adriana destacou que a mão-pé-boca possui transmissão rápida, especialmente entre crianças pequenas. Isso ocorre porque elas permanecem próximas durante brincadeiras e atividades em grupo. A transmissão acontece por via oral, por gotículas, fezes e também por contato direto. Devido à proximidade constante nas interações, muitas vezes não é possível impedir totalmente a transmissão no ambiente escolar.
Orientações às famílias
A contenção do surto passa pelo afastamento das crianças doentes. Elas só devem retornar ao CEI depois de passar por atendimento médico e receberem a liberação profissional para voltar ao convívio com os colegas. Os pais das crianças afetadas foram comunicados e receberam orientações detalhadas sobre os cuidados necessários durante o período de afastamento.
A Vigilância Epidemiológica reforçou a importância de cada parte cumprir seu papel no combate à doença. As famílias devem manter as crianças em casa durante o período indicado, a instituição precisa seguir as medidas recomendadas e o serviço de limpeza deve executar as ações definidas no plano de contingência. Adriana lembrou que situações semelhantes podem ocorrer com outras doenças transmissíveis comuns em ambientes coletivos, como catapora, doenças respiratórias e gripe.
No caso registrado no CEI Diva Garcia de Souza, a orientação é seguir as recomendações das autoridades sanitárias e manter as crianças diagnosticadas afastadas até a liberação médica. Apesar do alto potencial de contágio, a informação repassada é de que não há motivo para pânico. Existe um protocolo de atuação estabelecido para casos em unidades escolares da rede pública ou privada. O atendimento segue concentrado no controle da transmissão e no retorno seguro das crianças liberadas pelos médicos.







