Pesquisar

Jovem de 18 anos morre após confronto com Força Tática da PM em Três Lagoas

Thaís Eduarda Souza Rossi, conhecida como “Talicinha do PCC”, morreu após ser baleada durante abordagem da Força Tática em Três Lagoas.

Thaís Eduarda Souza Rossi, de 18 anos, conhecida como “Talicinha do PCC”, morreu após ser baleada por policiais da Força Tática da Polícia Militar no domingo, 13 de maio, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O tiroteio ocorreu no condomínio Pardal, situado no Conjunto Habitacional Novo Oeste, depois que a equipe foi acionada por uma moradora que alegou ter sido ameaçada de morte.

Segundo o boletim de ocorrência, a moradora teria relatado que Thaís, armada com uma faca, se dirigiu ao apartamento da vizinha para confrontá‑la. A Polícia Militar informou que a equipe chegou ao local e encontrou a adolescente ainda segurando o objeto cortante.

Os policiais teriam ordenado que a jovem largasse a faca. Conforme o relato dos militares, Thaís não obedeceria à ordem e avançou em direção aos agentes. Diante da suposta ameaça, os integrantes da Força Tática efetuaram dois disparos, atingindo a adolescente.

Confronto armado

Após ser atingida, Thaís foi socorrida pelos próprios policiais e encaminhada ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde faleceu ao chegar à unidade. A faca utilizada foi apreendida e a área do confronto ficou preservada para a perícia criminal.

A Polícia Militar apontou que Thaís era considerada integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que o apartamento onde morava já havia sido alvo de denúncias relacionadas ao tráfico de drogas. A corporação também destacou que a adolescente publicava nas redes sociais imagens de armas de fogo e entorpecentes.

O boletim registra ainda uma denúncia de movimentação de entorpecentes pouco antes da ocorrência: Thaís teria recebido uma sacola entregue por uma pessoa que chegou ao condomínio em motocicleta. A polícia suspeita que a jovem tenha acreditado que a vizinha a denunciou, o que teria motivado o confronto.

Adolescente apreendido

Com os disparos concluídos, a equipe policial retornou ao condomínio para preservar o local e acompanhar a perícia. Nesse momento, um adolescente de 15 anos teria ameaçado e desacatado os militares, fazendo referência ao “Comando”. O jovem foi detido e encaminhado à autoridade competente.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, além de ameaça, resistência, desacato e desobediência. A Polícia Civil foi designada para apurar a dinâmica da abordagem, os disparos efetuados pela Força Tática e as circunstâncias que antecederam a morte, conforme a versão apresentada pelos policiais.

A investigação deverá concluir se a conduta dos policiais foi proporcional à ameaça apresentada e se há responsabilidade penal ou administrativa. Enquanto o inquérito segue, a comunidade de Novo Oeste permanece em alerta, e o episódio reacende o debate sobre o uso de força letal por unidades de elite em situações de confronto com jovens suspeitos de envolvimento em organizações criminosas. A família de Thaís ainda aguarda respostas das autoridades.

Isso vai fechar em 35 segundos