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Novilho Precoce expande atuação para reduzir custos e fortalecer pecuária em MS

Gabriel de Emilio nos estúdios da MAssa FM Campo Grande - Reprodução/Youtube

Na última semana, o diretor e tesoureiro da Novilho Precoce, Gabriel de Emilio, falou no programa Agro é Massa da Rádio Massa FM Campo Grande sobre a expansão da associação para fortalecer a pecuária de Mato Grosso do Sul.

Criada há 28 anos, a entidade reúne atualmente 650 associados e já conta com uma cooperativa que possui mais de 160 cooperados.

A iniciativa tem como objetivo principal melhorar a rentabilidade dos produtores por meio da comercialização de bovinos, da compra coletiva de insumos e da oferta de serviços dentro da porteira.

Comercialização de bovinos

Gabriel explicou que a associação foi criada por um pequeno grupo de produtores que buscavam unir forças para fortalecer a atividade e obter mais resultados, com foco inicial na comercialização de bovinos de corte, buscando bonificação e lucro para os produtores que investiam em animais precoces.

Compras coletivas

Com a criação da cooperativa, a associação buscou reunir produtores para negociar insumos em maior volume e conseguir preços mais competitivos, trabalhando com arames, postes, infraestrutura de piquetes, produtos de nutrição animal, DDG, sêmen, materiais para inseminação artificial, chips e brincos.

Apesar de ser nova, a cooperativa já conta com mais de 160 cooperados atuando em diversas frentes, com diferentes produtos e negócios, e a compra coletiva permite que pequenos e médios produtores tenham acesso a condições semelhantes às obtidas por grandes propriedades, reduzindo despesas e melhorando a margem do negócio.

A Novilho Precoce também prevê ampliar o volume de animais abatidos neste ano, com a expectativa de superar 250 mil cabeças de bovinos de corte, um volume maior do que registrado anteriormente.

O diretor destacou que a produção de animais precoces permite agregar valor ao produto por meio das bonificações pagas pela indústria, e que o produtor precisa buscar ganhos na gestão da propriedade, com maior controle sobre custos e eficiência da produção.

Gabriel ressaltou que a diversificação dos destinos da carne bovina, com a abertura de novos mercados como a Indonésia e a possibilidade de vendas para outros países, pode ajudar a reduzir a dependência de um único comprador e sustentar os preços em um momento de transição do ciclo pecuário.

Ele também alertou para a redução da oferta de animais, que pode pressionar os custos da indústria e elevar os valores pagos ao produtor, e destacou que o momento de alta precisa ser aproveitado por quem mantém a propriedade organizada e preparada para aumentar a produção.

Para apoiar os produtores, a associação oferece palestras, encontros e painéis que fornecem informações sobre preços, custos e negociações, permitindo que os produtores tomem decisões baseadas em números e melhorem os resultados da propriedade.

Com a expansão da atuação, a Novilho Precoce pretende consolidar a posição da pecuária de Mato Grosso do Sul no cenário nacional, oferecendo soluções que reduzem custos, aumentam a rentabilidade e ampliam o acesso a mercados internacionais.

A expectativa de abate superior a 250 mil cabeças de bovinos de corte em 2024, combinada com a compra coletiva de insumos e a diversificação de mercados, pode representar um ganho significativo para os produtores associados, que já demonstraram resultados positivos nos últimos anos.

A associação continuará monitorando o mercado, ajustando suas estratégias e mantendo os produtores informados, de modo a garantir que a pecuária de Mato Grosso do Sul continue competitiva e sustentável em um cenário de mudanças globais.

A cooperativa oferece ainda serviços de apoio técnico, como consultoria em manejo de pastagens, controle de parasitas e manejo de genética, além de facilitar o acesso a linhas de crédito específicas para produtores de bovinos precoces.

Segundo Gabriel, a associação mantém parcerias com empresas de logística e frigoríficos que garantem transporte eficiente e condições de abate adequadas, assegurando que os animais sejam abatidos com qualidade e dentro dos padrões sanitários exigidos pela indústria.

A projeção de 250 mil cabeças de abate também reflete o esforço de ampliar a produção de animais precoces, que, segundo especialistas, apresentam maior taxa de crescimento e menor tempo de engorda, resultando em melhor eficiência de uso de pastagens.

Para acompanhar a evolução do mercado, a Novilho Precoce já implementou um sistema de monitoramento de preços que disponibiliza dados em tempo real para os associados, permitindo ajustes rápidos nas estratégias de venda e na compra de insumos.

Além disso, a associação tem investido em pesquisas sobre manejo sustentável, buscando reduzir a pegada de carbono da pecuária e atender às exigências crescentes de certificação ambiental nos mercados internacionais.

Os resultados já são visíveis: produtores que aderiram à cooperativa relataram redução de 15% nos custos de insumos e aumento de 10% na margem de lucro, segundo dados internos divulgados pela associação.

O diretor Gabriel de Emilio enfatiza que a força da Novilho Precoce reside na união de produtores que buscam inovação e eficiência, e que a associação continuará a expandir suas atividades para atender às demandas do mercado e proteger os interesses dos associados.

Com essas iniciativas, a Novilho Precoce reforça seu compromisso em criar um ecossistema de pecuária mais resiliente, onde os produtores têm acesso a recursos, conhecimento e mercados que lhes permitem competir em nível nacional e internacional.

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