Nas ruas de Três Lagoas, a campanha eleitoral ainda parece comportada, enquanto nas redes sociais o cenário é bem diferente. Na reta final, surgiram indiretas, acusações, respostas e bate-bocas entre candidatos e grupos políticos. Como em qualquer disputa eleitoral, uma tropa de aliados se mobiliza para defender seu candidato e atacar o adversário. Há pessoas que nem estão na urna, mas já entraram oficialmente na campanha.
Um candidato que passou boa parte da campanha sem aparecer com destaque nas pesquisas não perdeu a esperança. Pelo contrário, a aposta agora é no famoso voto de última hora. Nos bastidores, a avaliação indica que muitos eleitores deixam para decidir os cargos menos disputados somente nos últimos dias. Assim, até domingo, ainda há candidatos acreditando que o jogo pode virar.
Campanha em Três Lagoas
A eleição em Três Lagoas mostra que a tradicional dobradinha entre estadual e federal ganhou novas versões. Um candidato faz uma verdadeira dobradinha coletiva, aparecendo ao lado de vários nomes e recebendo apoio de diferentes grupos. A matemática eleitoral é simples: quanto mais pessoas pedem voto para um candidato, maior a rede de campanha. Nessa conta, parece que ninguém precisa ser exclusivo de ninguém.
Na política, a lógica partidária também sofreu adaptações. Um candidato se apresenta como de direita, mas apoia um nome identificado com a esquerda. A explicação para essa mistura é que não se deve olhar apenas para a legenda, mas para a pessoa. Na prática, a eleição mostra que, quando chega a hora de pedir voto, algumas fronteiras ideológicas ficam bem mais flexíveis.
Para quem ainda achava que condenação antiga não poderia pesar no registro eleitoral, o STF deu o recado. Por unanimidade, a Corte reafirmou que a Lei da Ficha Limpa pode alcançar condenações anteriores a 2010 por crimes contra a vida e a dignidade sexual. O entendimento é de que a inelegibilidade não é uma nova punição, mas uma condição verificada no momento do registro da candidatura. A decisão mantém o entendimento já adotado pelo Supremo e rejeita a tese de que haveria aplicação retroativa da lei como nova pena para os eleitores e a sociedade.








