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Riedel defende renúncia fiscal de R$ 12 bi e cita crescimento econômico de MS

Governador falou sobre renúncia fiscal em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM.

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, respondeu às críticas de adversários sobre a renúncia fiscal de R$ 12 bilhões em Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM, ele classificou as acusações como desinformação e defendeu os incentivos como estratégia de desenvolvimento.

Riedel argumentou que o estado cresceu até quatro vezes mais que a média nacional desde 2023. Ele citou alta superior a 13% no ano passado e afirmou que MS se mantém entre os que mais crescem no país nos últimos cinco anos.

Composição da renúncia

O governador dividiu a renúncia em dois grupos. O primeiro refere-se a incentivos para empresas atraídas de fora. Segundo Riedel, sem o benefício, o empreendimento não viria e o imposto não existiria. Com a instalação, há geração de emprego, renda e parte da arrecadação.

O segundo grupo envolve a redução de impostos em setores estratégicos. O estado manteve a alíquota geral de ICMS em 17%, enquanto a maioria dos estados cobra entre 19% e 21%. O etanol paga 11% e a carne, 4%. A diferença para os 17% é contabilizada como renúncia, assim como a desoneração da cesta básica, que inclui arroz, feijão, carne e itens de higiene.

Contexto nacional e agrícola

Riedel lembrou que o governo federal também concede incentivos, que somam mais de R$ 600 bilhões por ano. Para o governador, o debate só muda de fato com a conclusão da reforma tributária. Ele também foi questionado sobre o impacto da expansão do etanol de milho no preço da ração para criadores de suínos e frangos.

Ele respondeu que a oscilação faz parte da dinâmica global de oferta e demanda e que é difícil o governo interferir no preço. O governador afirmou que o estado produz quase 15 milhões de toneladas de milho e consome praticamente todo o volume internamente. Segundo ele, os criadores contam com incentivos de programas estaduais de produtividade e sustentabilidade.

Riedel não detalhou quanto dos R$ 12 bilhões corresponde a cada grupo de incentivos. O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro.