Um visitante inusitado chamou a atenção da equipe de reportagem do Grupo RCN na tarde de sexta-feira (25), no centro de Três Lagoas. Em meio ao fluxo intenso de veículos e pedestres, um urutau, também conhecido como mãe-da-lua, foi avistado pousado no fio da rede elétrica.
A presença da ave em uma área urbana movimentada surpreendeu os transeuntes. O urutau é uma espécie de hábitos predominantemente noturnos, o que torna seu avistamento diurno em espaços abertos e frequentados por pessoas um evento raro e curioso para os moradores da cidade.
Camuflagem natural
A ave se destaca pela aparência discreta e pelo comportamento de camuflagem. Durante o dia, o urutau costuma permanecer praticamente imóvel, misturando-se aos galhos e troncos das árvores. Essa estratégia dificulta sua identificação, mesmo quando está próximo de pessoas, pois sua plumagem imita a textura da casca das árvores.
O flagrante em uma área central de Três Lagoas demonstra que a observação de aves não se restringe a áreas rurais, matas fechadas ou unidades de conservação. A fauna silvestre pode estar presente na paisagem urbana, muitas vezes passando despercebida pela população que vive a rotina acelerada da cidade.
Para admiradores de aves, fotógrafos e interessados em biodiversidade, registros como esse ajudam a despertar a curiosidade sobre a fauna local. Três Lagoas, cercada por áreas verdes, rios e lagoas, possui diferentes ambientes naturais que atraem observadores que buscam fotografar e catalogar espécies.
O nome popular mãe-da-lua está associado à espécie e faz parte do imaginário popular em diferentes regiões do Brasil. Apesar da fama de ser uma ave difícil de encontrar, o urutau pode ser observado em diversos ambientes, desde que existam condições adequadas para sua sobrevivência e proteção contra predadores.
O encontro no centro da cidade reforça a importância de observar com atenção a natureza que divide espaço com a população. Para quem gosta de observar aves, o próximo registro especial pode estar muito mais perto do que se imagina, integrando a vida selvagem ao cotidiano urbano.







