Um dos investigados pela execução de Vitor Orsini, de 19 anos, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Marcos Antonio Olmedo Vera, apontado como participante da articulação do crime, era procurado desde agosto. A captura ocorreu durante uma fiscalização de rotina na rodovia.
A prisão aconteceu por volta das 6h40, no km 707 da BR-262. Policiais rodoviários federais deram ordem de parada a uma Chevrolet Montana azul. Durante a checagem dos ocupantes, um dos passageiros informou que estava sem documentos. Marcos forneceu seus dados pessoais aos agentes.
Após consulta aos sistemas, a equipe identificou um mandado de prisão em aberto contra o suspeito. Ele foi levado à Delegacia da Polícia Civil, onde a prisão foi formalizada. No período da tarde, o investigado passou por audiência de custódia.
Justiça barra transferência
Inicialmente, o plano era encaminhar Marcos para Dourados. No entanto, durante a audiência de custódia, ele relatou que estaria sendo ameaçado caso permanecesse na região. A decisão judicial determinou que o investigado não fosse remanejado para Dourados nem para Ponta Porã. A medida visa garantir a integridade do preso.
Até a prisão de Marcos, ele e Jeferson Lopes, de 31 anos, eram os dois investigados que permaneciam foragidos no caso. Com a localização de Marcos, Jeferson passou a ser o único dos cinco denunciados que ainda não foi preso. As buscas por Lopes continuam ativas.
Crime planejado por dívida
Conforme as investigações, Marcos e Jeferson são apontados como envolvidos na articulação e na logística da execução de Vitor. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou cinco pessoas pelo assassinato. A acusação atribui a Marcos e Jeferson a organização do crime.
Também foram denunciados Claudio Henrique de Arruda, apontado como mandante, Denis Barbosa de Melo, acusado de ser o atirador, e Alexsander Gonçalves Borges, que teria pilotado a motocicleta usada na execução. O processo segue em tramitação na Justiça.
Vitor Orsini foi morto a tiros no dia 7 de agosto, dentro da garagem de veículos pertencente à família, na Hayel Bon Faker, em Dourados. O jovem trabalhava no estabelecimento quando foi atingido pelas costas. Ele morreu durante o socorro.
As investigações apontaram que Vitor não era o verdadeiro alvo da execução. O crime teria sido planejado para matar outro homem por causa de uma dívida estimada em R$ 300 mil. Os executores foram até a garagem acreditando encontrar essa pessoa, mas confundiram Vitor com o alvo.
De acordo com a denúncia do MPMS, a execução teria sido contratada por R$ 25 mil. Desse valor, R$ 20 mil seriam destinados ao atirador e R$ 5 mil ao piloto da motocicleta. Marcos responde, conforme a acusação, por homicídio qualificado, associação criminosa, corrupção de menores e posse ilegal de arma de fogo.







