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Inadimplência de idosos em MS cresce 16,9% em um ano

Acordos entre pessoas com 65 anos ou mais aumentaram 24% no Estado Foto: Divulgação

O número de pessoas com 60 anos ou mais em situação de inadimplência em Mato Grosso do Sul aumentou 16,9% em um ano. O grupo passou de 224,4 mil consumidores em agosto de 2025 para 262,4 mil no mesmo mês de 2026. Paralelamente, houve um crescimento significativo na busca por soluções financeiras. Consumidores com 65 anos ou mais fecharam 11,2 mil acordos entre janeiro e agosto de 2026. No mesmo período do ano anterior, esse número era de 9 mil, representando uma alta de 24%.

Os dados divulgados pela Serasa evidenciam dois movimentos simultâneos no mercado financeiro. Por um lado, observa-se o avanço da pressão sobre o orçamento dos consumidores mais velhos. Por outro, nota-se o aumento da procura por renegociação de dívidas. Essa dinâmica indica que a dificuldade de pagamento tem levado a população idosa a buscar ativamente formas de regularizar suas contas.

Contexto estadual e nacional

Em todo o Mato Grosso do Sul, o total de inadimplentes chegou a 1,3 milhão em agosto. Isso representa um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo mês de 2025. Entre as faixas etárias analisadas, o grupo com 60 anos ou mais apresentou o maior crescimento proporcional. No cenário nacional, a alta da inadimplência entre consumidores com 60 anos ou mais foi de 10,7% no mesmo período. Esse também foi o maior crescimento entre as faixas etárias monitoradas pela Serasa.

Quanto à renegociação, consumidores com 65 anos ou mais no Brasil fecharam 849 mil acordos nos oito primeiros meses de 2026. O volume representa um crescimento de 23,1% na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar desse avanço, essa faixa etária ainda representa uma parcela pequena das renegociações realizadas no país, correspondendo a 2,2% do total de acordos no período.

Em Mato Grosso do Sul, o número total de acordos passou de 508,8 mil para 598,2 mil entre janeiro e agosto, alta de 17,6%. A distribuição por idade mostra variações. Entre os consumidores de 26 a 40 anos, foram 299,5 mil acordos, com crescimento de 19,8%. Na faixa de 41 a 65 anos, o número chegou a 188,3 mil, alta de 17,6%. Já entre os jovens de 18 a 25 anos, foram 99,3 mil acordos, aumento de 10,5%.

Estratégias para renegociar

A educadora financeira Eduarda Moraes destaca que o crescimento da inadimplência entre os consumidores mais velhos reforça a necessidade de organizar as contas antes de assumir uma nova negociação. A orientação inicial é colocar todas as dívidas no papel e entender quanto realmente pode ser destinado ao pagamento sem comprometer as despesas básicas.

Segundo a especialista, o primeiro passo é levantar todas as dívidas e entender quanto cabe de fato no orçamento. Depois, vale buscar as condições disponíveis para negociação e escolher uma parcela que possa ser mantida até o final do acordo. Ela alerta para um erro comum durante a renegociação: comprometer uma parcela muito grande da renda para conseguir quitar a dívida mais rapidamente.

É importante preservar parte do orçamento para as despesas recorrentes e evitar assumir novos compromissos enquanto as contas ainda estão sendo reorganizadas. A renegociação pode ajudar a reorganizar as finanças, mas precisa ser acompanhada de planejamento para evitar um novo endividamento. A priorização deve recair sobre as dívidas que podem gerar consequências mais imediatas para o orçamento.

O levantamento da Serasa aponta ainda mais de 11 milhões de ofertas de negociação disponíveis em Mato Grosso do Sul. No país, são 738 milhões de ofertas, envolvendo mais de 2,2 mil empresas parceiras. Os descontos informados pela empresa podem chegar a 90%, dependendo da dívida e das condições oferecidas. A consulta pode ser feita pelos canais digitais da Serasa.

Para quem pretende renegociar, a recomendação da educadora financeira é verificar o valor total da dívida, as condições de pagamento e se a parcela realmente cabe no orçamento. O objetivo não é apenas limpar o nome, mas evitar que uma nova parcela se transforme em mais uma fonte de desequilíbrio financeiro. A atenção aos detalhes do contrato é fundamental para garantir a sustentabilidade do acordo a longo prazo.

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