No dia 4 de outubro de 2026, 2.024.884 eleitores de Mato Grosso do Sul estarão aptos a comparecer às urnas para escolher presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais, representando mais de 1,27% do eleitorado nacional.
O número representa um acréscimo de 28.374 pessoas – ou 1,42% – em relação às eleições de 2022, quando o estado tinha 1.996.510 eleitores aptos. No Brasil, o total de eleitores cadastrados é de 158.745.463, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O perfil do eleitorado sul-mato-grossense evidencia a participação de diferentes gerações. São 22.747 jovens de 16 e 17 anos, cujo voto ainda é facultativo, e 202.325 eleitores com 70 anos ou mais, que deixaram de ter a obrigação de votar, mas continuam comparecendo às urnas. As mulheres respondem por 53% do total, enquanto os homens correspondem a 47%.
Primeiro voto
A estudante de Três Lagoas, Taisa Emanuele da Silva Santos, completou 16 anos em abril e fez questão de tirar o título eleitoral. Para ela, votar significa participar das decisões da sociedade e exercer o direito de escolha. Taisa já atua em iniciativas de representação política da juventude e é suplente de vereadora jovem no município.
Ao se preparar para a votação, a jovem afirmou que pretende pesquisar o histórico e as propostas de cada candidato: “Vou considerar a pesquisa, pesquisar sobre o meu candidato, o que ele fez antes, o que ele faz agora, o que ele promete fazer depois”, disse.
Voto facultativo
Entre os eleitores que já não têm a obrigação legal de comparecer às urnas está o aposentado Anédio Marcilliano de Souza, de 79 anos, também residente em Três Lagoas. Ele vota desde os 18 anos e pretende manter o hábito mesmo sem a obrigatoriedade.
“Desde que eu fiz 18 anos, toda vida eu votei”, contou Anédio, explicando que a decisão de continuar votando está ligada à possibilidade de contribuir para a escolha dos representantes e à preocupação com o futuro de filhos, netos e das novas gerações.
As mulheres representam 53% do eleitorado de Mato Grosso do Sul. Em Três Lagoas, são 47.176 eleitoras, contra 41.492 eleitores homens. A empresária Euvira Faustino destaca a importância da participação feminina nas eleições, afirmando que a presença das mulheres nas urnas está diretamente ligada à escolha de representantes que abordem questões que afetam a população feminina.
Com 67 anos, o dentista aposentado Jorge Martinho acompanha o processo eleitoral há décadas. Já foi vereador e disputou outras candidaturas, o que lhe confere uma visão interna do funcionamento da democracia. “É fundamental. A democracia se alimenta das eleições”, ressaltou, acrescentando que o eleitor deve buscar informações sobre propostas, histórico e atuação dos candidatos antes de definir seu voto.
Em Três Lagoas, dos 88.668 eleitores, 79.459 estão nas faixas em que o voto é obrigatório e 9.209 têm voto facultativo. As mulheres são 53% do eleitorado local, com 47.176 eleitoras, enquanto os homens somam 41.492. A cidade apresenta um índice elevado de biometria: 81.630 eleitores (92,06%) já possuem cadastro biométrico, restando 7.038 (7,94%) sem esse registro.
Com a eleição marcada para 4 de outubro, o eleitorado de Mato Grosso do Sul se junta aos milhões de brasileiros que decidirão os representantes dos poderes Executivo e Legislativo nas esferas federal e estadual, reforçando a importância da participação cidadã em um cenário de crescimento demográfico e de maior representatividade de jovens e idosos nas urnas.







