Em agosto de 2026, trabalhadores desligados em Três Lagoas permaneceram, em média, 14,3 meses no emprego antes do encerramento de seus vínculos. O indicador, extraído do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra variações entre setores.
A indústria registrou a maior média, de 18,7 meses, seguida pela agropecuária, com 15,5 meses, e pelos serviços, com 14,9 meses. Na construção, o tempo médio foi de 7,7 meses, o menor entre os setores analisados.
Geração de empregos
Três Lagoas liderou a geração de empregos formais no mesmo período, com saldo positivo de 785 vagas. Foram 3.373 admissões e 2.588 desligamentos. O setor de serviços teve o maior saldo, com 437 postos, seguido pela construção, com 363.
A indústria abriu 34 vagas, enquanto comércio e agropecuária registraram saldos negativos de 29 e 20 postos, respectivamente. No estado, a criação de empregos ficou em 1.208 vagas, com serviços contribuindo com 1.744 vagas e construção com 195.
O resultado estadual ficou abaixo das 2.648 vagas criadas em agosto de 2025, representando uma redução de aproximadamente 54%. Esses números refletem a dinâmica do mercado de trabalho local e a necessidade de políticas de apoio à permanência e à criação de empregos.
Esses indicadores ajudam a entender a estabilidade dos trabalhadores e a eficiência das políticas de emprego. A média de 14,3 meses sugere que, na maioria dos casos, os desligamentos ocorrem após um período razoável de permanência, mas setores como construção apresentam rotatividade mais alta, refletindo a natureza temporária de muitos contratos na obra.








