O monitoramento do mosquito Aedes aegypti em Três Lagoas, MS, registrou nesta semana a coleta de 12.487 ovos em 379 ovitrampas distribuídas nas diferentes regiões do município, segundo agentes de saúde e do Setor de Endemias.
As ovitrampas, armadilhas que capturam ovos do vetor, foram instaladas e monitoradas de forma integrada pelas equipes de controle de arboviroses, permitindo identificar a presença do mosquito e mapear sua distribuição territorial.
Após a retirada, os ovos foram enviados a laboratório municipal, onde foram analisados tecnicamente para determinar a taxa de infestação. O diagnóstico preciso orienta a alocação de recursos nas áreas com maior concentração de criadouros.
No momento, Três Lagoas contabiliza 83 casos confirmados de dengue, 24 de chikungunya e um de zika. Embora os números ainda estejam sob controle, a quantidade expressiva de ovos indica risco de elevação dos casos, sobretudo com a combinação de altas temperaturas e períodos de chuva que favorecem a proliferação do Aedes aegypti.
As autoridades de saúde recomendam que a população redobre a atenção dentro de casa, eliminando recipientes que acumulam água parada, como pratos de plantas, garrafas, pneus e caixas d’água sem vedação adequada. As equipes do poder público complementam a ação com visitas domiciliares, remoção de criadouros e intensificação de campanhas educativas.
O objetivo imediato é conter a expansão do mosquito antes que haja um aumento expressivo de casos, mantendo o município em estado de alerta. O acompanhamento das ovitrampas continuará semanalmente, e os resultados serão divulgados publicamente para orientar novas intervenções e mobilizar a comunidade.
O combate ao Aedes aegypti depende também da participação ativa dos moradores. Pequenas atitudes, como tapar caixas d’água, limpar calhas e descartar corretamente pneus usados, são consideradas essenciais para reduzir a infestação e evitar a transmissão de doenças que podem evoluir para quadros graves.








