A eleição de domingo, 4 de outubro de 2026, trouxe renovação de 33,3% na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e de 37,5% na bancada federal do estado. Dos 24 cargos estaduais, oito ficarão com ocupantes diferentes; na Câmara dos Deputados, três dos oito representantes foram substituídos. O resultado altera a composição partidária que assumirá em fevereiro de 2027.
A taxa de renovação mede quantas cadeiras passam a ter um ocupante diferente, contabilizando tanto os deputados derrotados quanto os que optaram por não concorrer à mesma vaga. O cálculo foi feito a partir da totalização do TSE, com 100% das seções apuradas, cruzada com a lista dos mandatos atuais.
Na Câmara dos Deputados, cinco parlamentares foram reeleitos: Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Beto Pereira (Republicanos) e Dagoberto Nogueira (PP). As três novas faces são Rose Modesto (União Brasil), que retorna ao Congresso, Mara Caseiro (PL), atualmente deputada estadual, e Isa Marcondes (Republicanos).
Dois candidatos que buscaram a reeleição ficaram como suplentes: Luiz Ovando (PP) recebeu 34.679 votos e Geraldo Resende (União Brasil) 31.714. Vander Loubet (PT) não concorreu à Câmara, pois disputou a vaga no Senado e terminou em terceiro lugar.
Dos sete deputados federais que almejaram um novo mandato, cinco conseguiram a reeleição, resultando em uma taxa de renovação de 37,5% para a bancada sul‑mato‑grossense.
A tabela divulgada pelo TSE mostra que, na Câmara dos Deputados, 8 vagas foram disputadas, 5 reeleitos, 3 novos nomes, resultando em taxa de renovação de 37,5%. Na Assembleia Legislativa, das 24 cadeiras, 16 foram mantidas, 8 novas, com renovação de 33,3%.
Assembleia Legislativa
Na Assembleia Legislativa, 16 deputados foram reeleitos, representando 80% dos candidatos que buscaram a continuidade. Entre eles, o PL garantiu a reeleição de Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David, Lucas de Lima e Marcio Fernandes; o PT manteve Zeca, Pedro Kemp e a Professora Gleice Jane; o PP assegurou Gerson Claro e Londres Machado; o PSDB manteve Caravina e Paulo Duarte; o Republicanos reelegeram Renato Câmara e Pedrossian Neto; além de Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) e Lidio Lopes (Avante).
Os oito nomes novos na Casa são André Puccinelli (MDB), Ângelo Guerreiro (PSDB), Tiago Botelho (PT), Hélio Peluffo (PP), Gianni Nogueira (PL), Odilon Ribeiro (PL), Daverson Matos (PL) e André Salineiro (PL). Metade das chegadas pertence ao PL, reforçando a presença do partido na bancada estadual.
Quatro deputados que tentaram a reeleição não obtiveram sucesso: Junior Mochi (MDB) com 23.721 votos, Antônio Vaz (Republicanos) com 19.101, Lia Nogueira (PSDB) com 16.748 e três ficaram como suplentes. O caso de Jamilson Name (PP) ainda está em julgamento, pois seus 35.211 votos constam como ‘anulados sub judice’ na base do TSE.
Com a entrada de quatro representantes do PL na Assembleia, o partido passa a ter seis cadeiras, somando‑se aos dois já reeleitos, o que pode fortalecer sua influência nas decisões legislativas. Os demais partidos mantiveram presença equilibrada, refletindo a diversidade política do estado.
Outros candidatos
Outros quatro parlamentares não disputaram vaga na Assembleia. Mara Caseiro foi eleita deputada federal; Roberto Hashioka concorreu à Câmara pelo Republicanos, ficou como suplente com 17.490 votos; João Henrique Catan (Novo) tentou a governadoria e terminou em terceiro com 7,24% dos votos; João César Mattogrosso não se candidatou, conforme levantamento do jornal A Crítica.
Com 20 deputados estaduais que buscaram a reeleição, 16 retornam, confirmando a alta taxa de continuidade. Caso a Justiça Eleitoral valide os votos de Jamilson Name, a distribuição de vagas entre os partidos poderá ser recalculada, alterando a taxa de renovação. Os deputados federais e estaduais eleitos tomam posse em fevereiro de 2027, iniciando a nova legislatura de Mato Grosso do Sul.








