O quadro “De Boa na Lagoa”, exibido pela RCN67, dedicou um episódio à Lagoa, ponto de referência de Três Lagoas, para registrar as rotinas, lembranças e atividades que ali se desenvolvem. A reportagem mostrou que o espaço, conhecido como cartão‑postal da cidade, funciona como local de passeio, exercício, encontro entre amigos e até de trabalho.
A proposta do segmento é simples: observar um lugar que a maioria acredita conhecer e, a partir das narrativas de quem vive, trabalha ou guarda memórias afetivas, revelar camadas invisíveis ao olhar cotidiano. Em poucos minutos de gravação, a equipe capturou a diversidade de usos da Lagoa, que vai além de cenário turístico.
Um dos personagens entrevistados foi Edson dos Santos de Lima, que mantém um ponto de venda na margem da Lagoa desde 1995. Ele recorda que, antes de montar o negócio, já frequentava o local quando servia ao quartel. Em 1994, Edson costumava correr ao redor da água, mas não encontrava nenhum ponto para se hidratar. Ao abrir seu ponto, passou a vender água de coco, atividade que ele descreve como “um benefício para a cidade”.
Rotina e histórias
Edson também trouxe à memória um vendaval de gelo que atingiu a Lagoa, derrubando árvores, matando pássaros e rompendo os toldos que protegiam seu ponto. O episódio marcou uma mudança na paisagem e ficou gravado na lembrança de quem acompanha a transformação do espaço há décadas.
Outras vozes revelam o lado afetivo da Lagoa. Miriam contou que, quando criança, participou de um plantio de árvores organizado pela escola no local. Mesmo após o vendaval que derrubou parte da vegetação, a experiência permanece como uma memória importante para ela.
Cláudia, por sua vez, recorda as idas à Lagoa com seu filho pequeno, que brincava nas áreas verdes. Para a mãe, esses momentos reforçaram laços familiares e acrescentaram mais um capítulo à história pessoal do espaço.
Ao final, a reportagem reforça que a Lagoa transcende o papel de simples cartão‑postal. Ela reúne trajetórias, encontros e lembranças que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que dão sentido à rotina dos habitantes de Três Lagoas e contribuem para a identidade coletiva da cidade.







