A Body Culture, academia localizada em Paranaíba (MS), passou a ser reconhecida não apenas como espaço de estética, mas como ponto de encontro de diferentes gerações que buscam saúde, autonomia e convívio social, segundo seu proprietário Ivo Abadio Gomes Júnior.
Ivo iniciou a carreira como instrutor em outra academia e, depois, atuou como personal trainer. “Eu via muitos defeitos nos outros lugares que eu sabia que dava para resolver”, afirma. O projeto da Body Culture saiu do papel no início da pandemia, quando a demanda por atividades que favorecessem o bem‑estar cresceu.
Com mais de cinco anos de funcionamento, o perfil dos alunos mudou significativamente. Hoje, a motivação principal é o bem‑estar, e não a busca por um corpo “marombado”. Jovens utilizam a musculação como preparação para esportes como futebol e basquete, enquanto idosos a encaram como ferramenta de independência.
Mudança de perfil
Para os mais velhos, a academia representa a possibilidade de manter a autonomia até o fim da vida. “A gente quer ser o mais independente e autônomo possível”, explica Ivo. Ele cita o caso de um aluno de 87 anos que, incapaz de subir ao segundo andar de casa, retomou a atividade após dois ou três meses de treinamento regular.
Esses resultados reforçam a importância da musculação para a qualidade de vida. O idoso relatou que, antes da academia, evitava subir escadas e realizar tarefas simples. Com o programa de fortalecimento, voltou a realizar essas atividades sem dor, demonstrando que o exercício pode ser decisivo para a independência física.
Espaço social
A Body Culture também se consolidou como ambiente de sociabilidade. Ivo incentiva os alunos a conversar, tomar um café e criar vínculos. “Hoje em dia, com a correria, a gente não tem mais tempo de fazer amizade. Temos os amigos do trabalho e agora temos os amigos da academia”, observa.
O proprietário alerta contra promessas de resultados rápidos divulgadas nas redes sociais. “O maior erro é a pressa”, afirma. Começar com intensidade excessiva pode transformar o exercício em obrigação e aumentar a taxa de desistência.
Quanto ao futuro, Ivo prefere concentrar investimentos na qualidade dos equipamentos e no atendimento, ao invés de ampliar a área física. “Eu quero continuar com o meu mesmo tamanho, melhorar cada vez mais as máquinas”, diz. Seu objetivo é que cada aluno se sinta reconhecido, ouvido e acolhido, reforçando a mensagem de que “nunca é tarde para começar” e que a academia já não é restrita aos chamados marombeiros.








