O volume de chuva de 201 milímetros registrado em Dourados superou a média histórica de 148 milímetros por 53 milímetros. Essa diferença representa um acréscimo de aproximadamente 36% e impacta diretamente o plantio da soja na região. O excesso de umidade no solo tem criado ritmos diferentes de semeadura entre as propriedades rurais.
Enquanto alguns produtores conseguiram avançar com as operações, outros aguardam a redução da umidade para retomar os trabalhos. O engenheiro agrônomo Ângelo Ximenes explica que a dificuldade não reside apenas no volume acumulado. A frequência das chuvas e a elevada umidade do ar também são fatores determinantes para o atraso.
Desafios do solo
Segundo o agrônomo, essas condições climáticas dificultam a secagem do solo e reduzem as oportunidades de entrada das máquinas nas lavouras. A situação exige atenção especial nas áreas com maior concentração de argila, comuns no sul de Mato Grosso do Sul. Esses solos precisam de mais tempo de sol para permitir a retomada das operações agrícolas.
Já nas áreas mais arenosas, com menor teor de argila, os produtores conseguem voltar ao campo com mais facilidade. A variação na composição do solo faz com que cada propriedade enfrente um cronograma distinto para a semeadura da soja. O monitoramento constante das condições locais é essencial para minimizar os prejuízos.
Próximos passos
Apesar das dificuldades, Ximenes avalia que o período ainda é favorável à semeadura. A orientação técnica é aproveitar as condições adequadas para retomar o plantio, mantendo atenção à qualidade da operação. Os cuidados com a lavoura devem focar no controle de plantas daninhas e de pragas iniciais, como lagartas e percevejos.
O agrônomo também chama a atenção para as temperaturas elevadas e a aproximação do verão em dezembro. O calor está entre as preocupações para o desenvolvimento da safra. Neste momento, os produtores precisam avaliar as condições de cada área para avançar com a semeadura e manter os tratos culturais em dia.








