Quatro meses após operar com apenas duas frentes de trabalho, o serviço de tapa-buracos em Campo Grande passa a contar com 12 equipes atuando simultaneamente. A ampliação do efetivo ocorre após o credenciamento de cinco empresas terceirizadas pelo consórcio intermunicipal da região central.
Os contratos firmados totalizam R$ 46,3 milhões para um período de um ano. Com o reforço operacional, a estimativa do município é praticamente dobrar a capacidade de intervenção nas vias públicas. A meta é saltar de 1,6 mil para até 3 mil remendos diários.
Logística e cronograma
Apesar do aumento na quantidade de trabalhadores nas pistas, o volume não representa solução imediata para todas as crateras da cidade. As ordens de serviço dependem de cronograma técnico da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). O Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) utilizado pelas prestadoras e pelas equipes próprias é custeado e fornecido pela estrutura do consórcio.
Nesta fase, os operários concentram a recomposição do asfalto em bairros com tráfego intenso e rotas de transporte coletivo. Os trabalhos abrangem pontos do Centro, Jardim dos Estados, São Francisco e Cruzeiro. A operação também alcança regiões periféricas como Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Carandá Bosque, Vila Rica, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto.
Investimento contínuo
A logística semanal da operação prevê mutirões aos sábados, onde são descarregadas em média 120 toneladas de asfalto por edição. Uma equipe permanece no setor escolhido nos dias seguintes para finalizar as vias residenciais do entorno. Além do contrato com as cinco empresas, o município prevê aplicar outros R$ 40 milhões em serviços contínuos de conservação asfáltica ao longo do ano.
Essas despesas somam valores milionários com reparos paliativos. Enquanto isso, motoristas continuam cobrando recapeamentos definitivos nas principais avenidas da Capital. A gestão municipal busca equilibrar a urgência dos reparos pontuais com a necessidade de manutenção de longo prazo na malha viária urbana.







