Na quarta‑feira (4), a Receita Federal deu início à edição 2026 da Operação Fronteira Receita Federal, em Dourados (Mato Grosso do Sul). O lançamento contou com a presença de representantes da própria Receita, do Exército, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de outras instituições.
A operação, coordenada pela Receita Federal, abrange os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal. A mobilização também inclui forças armadas, polícias estaduais, guardas municipais e órgãos de fiscalização como Ibama, Anac, Anatel e Anvisa, que atuarão de forma conjunta nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.
Integração de forças
O objetivo central é reforçar o compartilhamento de informações e o uso conjunto de recursos entre as instituições. Além de combater o contrabando e o descaminho, a ação visa coibir o tráfico de drogas e armas, o comércio ilegal de animais e a circulação irregular de produtos de origem vegetal.
Durante o evento, o superintendente‑adjunto da Receita Federal na 1ª Região Fiscal, Erivelto Moyses Torrico Alencar, ressaltou a importância da cooperação entre os órgãos para enfrentar o crime organizado que ultrapassa as fronteiras nacionais.
Resultados da edição anterior
A edição de 2025 registrou apreensões de aproximadamente R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e 3,5 toneladas de drogas. Foram detidas 18 pessoas em flagrante e apreendidos 160 veículos utilizados nas atividades criminosas. Na ocasião, mais de 500 servidores da Receita Federal participaram dos trabalhos, ao lado de centenas de agentes de instituições parceiras.
Com esses números, a Operação Fronteira Receita Federal se consolidou como a maior iniciativa de vigilância e repressão nos pontos de fronteira do país, abrangendo não apenas as rotas terrestres, mas também portos, aeroportos, rodovias e empresas de transporte de cargas.
A criação da operação ocorreu em Mato Grosso do Sul em 2021. Em 2025, o programa ganhou alcance nacional, passando a integrar também as fronteiras marítimas e aéreas. O lançamento em Dourados marca a continuação desse processo de ampliação, reforçando a região como ponto estratégico para o combate ao tráfico e ao contrabando.
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, oficializou a operação durante reunião do Comitê Executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteira (PPIF) na terça‑feira (03/11). Em seu discurso, o secretário agradeceu a colaboração das diversas instituições e destacou a relevância da proteção das fronteiras para o enfrentamento do crime organizado.
Participou também o coordenador‑geral de Combate ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Raphael Eugênio de Souza, que apresentou detalhes operacionais e reforçou a necessidade de atuação conjunta entre as agências envolvidas.
Com a edição 2026, a expectativa é que o número de apreensões e prisões aumente, sobretudo nas rotas de transporte de carga que cruzam o Centro‑Oeste. As autoridades indicam que a operação permanecerá em vigor ao longo do ano, com avaliações periódicas de resultados e ajustes estratégicos conforme a evolução das investigações.
O próximo passo da Operação Fronteira será a realização de fiscalizações conjuntas em pontos críticos de circulação de mercadorias, bem como a intensificação de operações de inteligência para desarticular redes criminosas que utilizam as fronteiras como corredor logístico.







