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Governo detalha apoio financeiro e logístico a Dourados no combate à chikungunya

O avanço da chikungunya em Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, foi tema central da participação do governador Eduardo Riedel (PP) no UCVMS Summit – Edição Conecta, encontro voltado ao fortalecimento dos municípios. Durante o evento, o chefe do Executivo estadual descreveu as medidas adotadas em cooperação com as esferas federal e municipal para conter a circulação do vírus transmitido pelo Aedes aegypti.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam 2.382 casos prováveis da doença em Dourados, dos quais 1.198 já receberam confirmação laboratorial e 1.184 permanecem em investigação. Com base nesses números, o Governo Federal reconheceu situação de emergência no município.

Riedel informou que a Defesa Civil estadual atua em campo para apoiar a prefeitura nas ações imediatas. O trabalho envolve equipes técnicas responsáveis por orientação, fiscalização e mobilização comunitária, além de suporte logístico para retirada de materiais que possam servir de criadouro ao mosquito vetor.

Na esfera financeira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional liberou R$ 2,3 milhões destinados a Dourados em duas frentes: R$ 974,1 mil para ações de restabelecimento de serviços e R$ 1,3 milhão para socorro e assistência humanitária. A verba custeia operações de limpeza urbana, transporte de resíduos a aterro licenciado, aquisição de insumos e contratação de mão de obra temporária, conforme planejamento submetido pela prefeitura e homologado pela União.

Segundo o governador, além dos recursos federais já creditados, o Estado busca verbas complementares junto ao Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de vigilância epidemiológica, fortalecer o estoque de insumos laboratoriais e reforçar as unidades de atenção básica. Enquanto aguarda repasses, o governo sul-mato-grossense destina diretamente verbas próprias para compra de equipamentos de pulverização, combustível para veículos oficiais e material gráfico voltado à orientação da população.

Riedel ressaltou que a administração estadual mantém diálogo constante com o governo federal para acelerar processos e garantir fluxo contínuo de recursos. De acordo com ele, o histórico de surtos de arboviroses na região impõe a necessidade de protocolos permanentes que envolvam poder público e sociedade civil. O governador lembrou que dengue, zika e chikungunya apresentam ciclos sazonais semelhantes, exigindo vigilância reforçada sobretudo em períodos de calor e chuva, quando a proliferação do mosquito é favorecida.

Do ponto de vista operacional, a estratégia em curso em Dourados contempla mutirões de eliminação de criadouros nos bairros com maior incidência, visitas domiciliares de agentes de saúde para identificação de focos e orientação direta aos moradores, além de aplicação de inseticidas em áreas estratégicas. Nos postos de saúde, profissionais recebem capacitação sobre diagnóstico clínico, manejo de sintomas e notificação compulsória, medida considerada fundamental para mapear a evolução dos casos.

Embora a maioria dos pacientes apresente evolução sem complicações graves, a chikungunya pode provocar febre alta, dores intensas nas articulações e, em situações mais severas, levar a óbito, sobretudo entre idosos e pessoas com comorbidades. Essas características levam as autoridades a enfatizar a importância do tratamento precoce e do monitoramento de grupos vulneráveis.

O governo estadual informa ainda que ações educativas complementam o esforço de campo. Campanhas em rádio, televisão e redes sociais alertam sobre a vedação de caixas-d’água, descarte correto de lixo e limpeza periódica de calhas. Escolas da rede pública receberam material didático específico para conscientizar estudantes, que atuam como multiplicadores de informações dentro de suas comunidades.

Na avaliação da Secretaria de Estado de Saúde, a redução sustentada de casos dependerá da adesão da população às recomendações preventivas. A pasta destaca que a eliminação de recipientes que acumulam água, ainda que em pequena quantidade, continua sendo a medida mais eficaz para conter a propagação do mosquito.

Paralelamente ao trabalho emergencial em Dourados, Mato Grosso do Sul estrutura um plano de contingência estadual que prevê apoio rápido a qualquer município que venha a registrar elevação anormal de notificações de arboviroses. O documento estabelece fluxos de comunicação entre secretarias, define responsabilidades e fixa indicadores de desempenho para avaliar a efetividade das ações.

A chikungunya é endêmica em diversas regiões do país desde 2014. O vírus é transmitido pela picada do Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e da zika. A prevenção passa principalmente pela eliminação de água parada em recipientes domésticos, uso de repelentes e instalação de telas em portas e janelas. Vigilância constante e integração entre governo e sociedade compõem o conjunto de medidas adotadas em Dourados e replicadas em outros municípios sul-mato-grossenses em períodos de risco elevado.

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