A empresa Bello Alimentos, instalada em Aparecida do Taboado, se pronunciou sobre a estrutura que lança efluentes industriais no Rio Paraná depois de a tubulação ter sido identificada e gerar repercussão na região. A manifestação ocorreu por meio de entrevista ao RCN Notícias, na qual o assessor jurídico corporativo, Dr. Wilson Carlos Marques, também engenheiro sanitarista e ambiental, apresentou esclarecimentos acerca do emissário, do processo de tratamento dos descartes líquidos e dos protocolos ambientais adotados pela companhia.
A Bello Alimentos é responsável por aproximadamente 1.200 empregos diretos no município. O volume de postos de trabalho fez o tema ganhar dimensão local e regional, pois qualquer impacto nos processos da indústria pode refletir sobre a economia de Aparecida do Taboado. Diante da visibilidade alcançada, a empresa decidiu abordar publicamente as dúvidas que surgiram em torno da tubulação instalada às margens do Rio Paraná.
Durante a entrevista, Wilson Marques detalhou que o emissário localizado no rio integra a infraestrutura de gerenciamento de efluentes mantida pela unidade. Ele relatou que a tubulação recebe descartes líquidos que passam, ainda dentro da planta industrial, por um processo de tratamento. Segundo o representante da companhia, esse fluxo interno visa adequar as características do material a parâmetros definidos pela legislação ambiental antes de qualquer lançamento no corpo hídrico.
Marques informou também que os protocolos ambientais da empresa incluem etapas de monitoramento contínuo. Embora não tenha apresentado números durante a entrevista, o assessor assegurou que a operação segue rotinas previamente submetidas a órgãos de controle. De acordo com ele, a finalidade do emissário é apenas concluir a destinação dos efluentes já tratados, mantendo a planta produtiva em conformidade com exigências normativas.
O assessor jurídico ressaltou ainda que a presença do emissário tornou-se objeto de questionamentos públicos somente após ganhar visibilidade em redes sociais e em veículos de comunicação locais. A partir disso, explicou, a companhia decidiu esclarecer oficialmente o assunto para evitar interpretações equivocadas. Na conversa com o RCN Notícias, ele reforçou que todas as informações relevantes foram comunicadas aos órgãos competentes sempre que solicitado.
Outro ponto abordado por Wilson Marques foi a função dupla que exerce na empresa. Por ser advogado e engenheiro sanitarista e ambiental, afirmou ter condições de acompanhar tanto os aspectos legais quanto os técnicos do tratamento de efluentes. Ele destacou que essa combinação de formações contribui para integrar, no dia a dia, os cuidados ambientais às exigências jurídicas que regem a operação da planta.
A entrevista não apresentou discussão sobre sanções, autuações ou processos administrativos em curso. O representante concentrou-se nos esclarecimentos relativos à estrutura hidráulica, aos procedimentos internos de tratamento e ao compromisso da companhia com a conservação dos recursos naturais. Segundo ele, a empresa reconhece a importância do Rio Paraná para a região e, por isso, afirma manter políticas de gestão ambiental alinhadas às normas vigentes.
Ao longo da fala, Marques explicou que o emissário é apenas um segmento visível de um sistema mais amplo de controle de despejos líquidos. Sem entrar em detalhes técnicos específicos, pontuou que a instalação da tubulação no rio foi planejada para garantir que o lançamento final dos efluentes ocorra em conformidade com parâmetros estabelecidos pelas autoridades ambientais. O assessor acrescentou que a companhia mantém registros de análises e relatórios, encaminhados periodicamente aos órgãos responsáveis, demonstrando a regularidade das operações.
A manifestação da Bello Alimentos encerrou-se com a reafirmação de que a empresa permanece disponível para prestar esclarecimentos a qualquer entidade pública ou comunitária que deseje informações adicionais. De acordo com o representante, o diálogo franco com a sociedade local integra o conjunto de ações que a companhia considera essenciais para manter a transparência de suas atividades produtivas e preservar a confiança da comunidade.
Com a entrevista, a indústria buscou responder às preocupações que surgiram depois da divulgação de imagens do emissário no Rio Paraná. A empresa reiterou que o equipamento faz parte de um sistema de tratamento existente, executado internamente, e argumentou que os procedimentos seguem padrões ambientais exigidos por lei. A repercussão do caso permanece em acompanhamento por moradores, entidades de defesa do meio ambiente e órgãos fiscalizadores, que aguardam informações complementares ou vistorias que venham a ser solicitadas.









