Campo Grande (MS) oficializou a implantação do Parque Turístico Municipal Cachoeiras do Céuzinho, área natural situada na APA do Córrego Ceroula, na região oeste da capital. O extrato de contrato publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (8) estabelece investimento de R$ 7,29 milhões e prazo máximo de 540 dias, contados a partir da emissão da ordem de serviço, para conclusão das obras.
O local já é um dos pontos de lazer mais procurados por moradores e visitantes em busca de trilhas, quedas d’água e paisagens preservadas. Apesar da popularidade, o espaço sofre há décadas com infraestrutura insuficiente, descarte irregular de resíduos e utilização de áreas improvisadas para recreação. O projeto municipal pretende organizar o fluxo de visitantes, garantir conservação ambiental e promover turismo sustentável.
Segundo o contrato, a intervenção será executada em etapas. A primeira fase contempla estruturas básicas de acolhimento: guarita, pórtico de entrada, centro de recepção, estacionamento e banheiros. Também serão erguidos restaurante, lojas de apoio, quiosques, redário, salão de jogos, playground, área dedicada a trilhas e receptivo exclusivo para ciclistas. As fases seguintes incluirão mirantes, pontos de contemplação e adequações para circulação segura ao longo do circuito.
Responsável pela execução, a empresa vencedora da licitação deverá seguir todas as exigências previstas na legislação ambiental, visto que a área integra unidade de conservação de uso sustentável. A fiscalização caberá aos órgãos municipais competentes, que deverão acompanhar tanto o cronograma físico-financeiro quanto o cumprimento de normas técnicas e de segurança.
O financiamento combina recursos do Finisa 5, programa de crédito a entes públicos, com contrapartida do Tesouro Municipal. De acordo com a administração, o modelo garante fluxo de caixa para execução contínua, minimizando riscos de paralisação. Todo o processo licitatório foi conduzido conforme a lei vigente, incluindo etapas de habilitação, julgamento de propostas e homologação.
A expectativa da prefeitura é que a infraestrutura planejada fortaleça o turismo de natureza, diversifique a oferta de lazer na capital e estimule pequenos empreendimentos na vizinhança, desde serviços de alimentação até locação de equipamentos esportivos. O poder público avalia ainda que o projeto poderá gerar empregos diretos na operação do parque e indiretos na cadeia produtiva local.
Na área ambiental, o objetivo é reduzir impactos provocados pelo uso desordenado observado nos últimos anos. A instalação de pontos de apoio formados por trilhas demarcadas, passarelas e áreas de convivência deve evitar pisoteamento de vegetação sensível, erosão de encostas e deposição inadequada de resíduos. A implantação de banheiros e coleta seletiva também integra as ações de mitigação.
Entre os atrativos previstos, destacam-se mirantes com vista panorâmica das quedas d’água, espaços de observação de fauna e flora e trechos específicos para cicloturismo. A sinalização interpretativa trará informações sobre a importância da APA do Córrego Ceroula e orientações de conduta para visitantes.
A gestão municipal afirma que o parque contribuirá para o ordenamento do território, pois delimita áreas de proteção permanente e define zonas de uso público. Essa delimitação busca equilibrar visitação e preservação, favorecendo pesquisas científicas e atividades de educação ambiental.
O contrato especifica que eventuais aditivos de prazo ou valor deverão ser justificados tecnicamente e submetidos à aprovação da administração. Caso haja descumprimento de cronograma, a empresa poderá sofrer penalidades previstas na legislação, incluindo multas e rescisão.
Com a assinatura, a próxima etapa é a emissão da ordem de serviço, ato que libera o início efetivo dos trabalhos. A partir desse marco, o prazo global de 540 dias passa a valer, projetando a conclusão da obra em até um ano e meio.
Após inaugurado, o Parque Turístico Municipal Cachoeiras do Céuzinho ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, que definirá normas de acesso, tarifas – se cabíveis – e procedimentos de manutenção. O detalhamento operacional será divulgado próximo à conclusão das etapas de construção.









